Transformações

xamã.guerreirosdaluz

  O homem transforma a natureza e muitas vezes a piora. Quando o homem a piora, ela adoece. E, como fazemos parte do planeta e da natureza, em seguida, adoecemos.

   Como resultado das intervenções indevidas que causou, ou  das próprias adversidades que experiencia, seus próprios desafios, ele passa a observar a natureza. Percebe que o som do silêncio das matas, do vento batendo nas folhas, do canto dos pássaros lhe é extremamente salutar. Renova suas forças. Que o ar que vem da mata que ele ainda não derrubou exala o ar mais puro e que as plantas, o verde, as árvores lhe oferecem beleza, sombra, frutos, abriga centenas de outras espécies que convivem em uma harmonia que ele está muito longe de chegar.

  Afinal, nós como os seres “civilizados”, a “espécie dominante, inteligente” do planeta queremos mostrar as nossas “verdades”. Sabemos o que é melhor para nossos pais, filhos, netos, que dirá para este planeta que está aqui pra “nos servir”…

   “Ah, dizem que tem espécies de animais em extinção? Isso é problema meu? Esses “bichos” servem pra alguma coisa? Pega um casalzinho e bota num zoológico, o resto, é o preço a ser pago pelo progresso”…

   Preço alto este não? Será que o planeta tem dono? Será que temos o direito de dizimar florestas, poluir os oceanos, mares, rios e lagos, exterminar espécies de animais?

   No reino animal só se mata em caso de sobrevivência e de defesa, só se ataca quando se sente ameaçado. E a “alta realeza” britânica ainda hoje faz a famosa caça à raposa. Os animais matam para sobreviver, o homem mata por “esporte”. Quem é o irracional aqui?

    Sabe qual é a única espécie viva que destrói o meio em que vive, consome todos os recursos e quando estes se esgotam, muda-se para outra área para fazer o mesmo processo e que tem similaridade com a espécie humana? Os vírus.

   Será que estamos sendo um vírus para o planeta Terra? Será que o planeta está doente ou nós na nossa megalomania, egoísmo puro, desenvolvimento sem sustentabilidade, sem preocupação com a preservação não estaremos sendo a doença deste planeta? E por isso tem havido tantos cataclismas, mudanças no clima, o aquecimento global,etc?

  Os recursos do planeta são suficientes para que não haja fome. Sabia que o orçamento de um ano gasto pelo governo dos E.U.A. em armas poderia acabar com a fome no mundo?

  O que nos move? A sede de poder? Como queremos fazer a “conquista espacial”, colonizar outros planetas, se a grande maioria não faz a principal viagem a ser feita: a viagem para dentro de si mesmo?

   Pensamos que somos seres civilizados e na busca de colonizar outras terras, levar o “desenvolvimento” cometemos genocídios, destruímos importantes civilizações, como a asteca, os maias. Várias nações indígenas no Brasil e no exterior pereceram diante do homem branco que sabia como matar, mas não sabia como amar (claro com as devidas exceções) e queria impor o seu Deus, pois os índios eram pagãos, seres não “civilizados”. Será?

   Enquanto nós destruímos a natureza, a maioria das culturas indígenas (sou um leigo, não sou expert nisso, perdão aos experts, mas sou um ser pensante inquietante) cultua a natureza, os elementos, tem os seus deuses. Por ser diferente da nossa forma de nos conectar ao sagrado, dá-nos o direito de matar, impor uma cultura e  religião que eles não pediram e excluí-los de sua terra, não pela posse, mas pela ligação sagrada que têm com a mesma? Não, nós não temos esse direito.

   Pensamos que sabemos alguma coisa para justificar nossos atos errôneos devido à inconsciência do

tamanho da nossa ignorância e arrogância.

   O planeta é um ser vivo e nós, na condição de espécie “racional”, nos orgulhamos das escrituras dos pedaços de terra que chamamos de “nossas propriedades” adquiridos com anos de trabalho duro. Muitas vezes em profissões que agridem a nossa essência, mas que a necessidade da sobrevivência ou o “respeito e lugar, o status” na sociedade nos levaram a ir por este caminho.

   Será que existe realmente o “teu”e o “meu”? Porque não começamos a pensar no conceito do “nosso”, não como propriedade, a nos vermos como seres sociais, como cidadãos do planeta?

  O homem é definido como o animal racional. Mas nossa essência é divina. E é para nos conectarmos a ela, que estamos aqui neste plano. Muitas vezes é preciso que experienciemos a dor e o sofrimento pra fazer essa reconexão.

   Então eu observo que as doenças, os problemas, se nós tivermos uma abertura para aprender, podem ser mestres, verdadeiras oportunidades de descobrirmos quem somos de verdade. De descobrirmos por nós mesmos o que queremos como aquilo o que não queremos.

   E na minha vivência, toda essa percepção me fez descobrir a força de um sentimento extremamente poderoso e salutar: o AMOR. Um amor grande por mim, pela humanidade, e eu senti esse amor no vento, no verde, no céu, na terra. E acredito que quando deliberadamente escolhemos agir nesta SINTONIA desse amor por tudo que existe, acessamos nossa essência e eu chamo essa essência de DEUS. Um amor puro, simples e fluido. Que não pode ser explicado, só pode ser sentido.

   O homem transforma a natureza e a natureza transforma o homem. Quando o homem para, a fim de contemplar e sentir a natureza exterior ele se transforma, pois entra em contato com sua natureza interior que é sua conexão com todo o Universo. Que tipo de transformação queremos para o planeta e para nossas vidas? EU QUERO TRANSFORMAR O MUNDO NUM LUGAR MELHOR. SEI QUE NÃO SERÁ O MUNDO TODO. SE EU CONSEGUIR MUDAR O MEU MUNDO INTERIOR JÁ ME DAREI POR SATISFEITO. E VOCÊ, O QUE GOSTARIA DE TRANSFORMAR?

               Abraços de Luz.

               Sérgio  Pinheiro  Paffer.

©Todos os direitos reservados.É proibida a reprodução total ou parcial deste conteúdo sem a autorização do autor.

                 Crédito das imagens: Reprodução.

                 

  

Anúncios

4 respostas em “Transformações

  1. Tenho certeza que não escreveu isso para ganhar parabéns, mas o parabenizo para que continue levando mensagens assim a muitos seres. É bom saber já muitos pensam assim.
    Acredito que tudo que tudo que fazemos de bom, mesmo para nós mesmos, é para levar benefícios ao outros. Então que você melhore mais ainda seu mundo interior para ajudar outros a mudarem também.

    Curtir

    • Muito obrigado Giselis.Não,o que escrevo não é com expectativa de ganhar parabéns dos leitores e sim para tentar despertar aqueles que querem,que estão abertos a se permitir olhar para si mesmos ,para o mundo que os cerca ,como um todo integrado,a partir de uma perspectiva mais ampla.
      O que escrevo não é popular,muita gente acha “desagradável”,”pesado”,ou pensam “eu não passo por tal situação,então não é problema meu”.Respeito a forma de visão das pessoas,pois cada um sabe de si e vê,percebe aquilo que seu entendimento permite alcançar.Esta diferença deve ser respeitada,e a tolerância acho uma virtude que seja URGENTE de cultivarmos para nosso bem e do próprio planeta,tão castigado pelas mãos do ser dito animal “racional”.
      Tenho muito o que melhorar.A cada dia percebo o quanto ainda falta,mas acredito que já dei alguns passos.Mas, como para todos,a estrada é longa.Muito obrigado pela sua participação e um grande abraço.

      Curtir

  2. É um texto que reflete a verdadeira consciência cósmica do mundo em que vivemos. Não resta dúvida que temos muito que avançar na conquista de mais civilidade na relação Homem x Natureza. O desrespeito às normas mais elementares de convivência nessa realação dual, nos leva a todos estes formidáveis acidentes da natureza, pois ela quando muito agredida reage da mesma forma, e com muita violência. Os efeitos do furacão devastador que assolou as Filipinas, deixando mortos, feridos e desabrigados, além de prejuizos materais para a população, tudo isto é a prova de que muito tem de ser mudado para que ingressemos num estágio mais avançada de civilização, na convivência harmonica com a Mãe Natureza.
    O artigo escrito pelo Sergio Paffer nos permite visualizar esta relação num estágio de consciência muito mais amplo. Parabéns.
    Corsino Dantas

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s