A deseducação

A educação

   Este título do post pode causar uma certa estranheza aos leitores. Mas como preconiza o ditado popular “nem tudo que parece é”.

   Ao longo das nossas vidas somos bombardeados com  toneladas de informações, impressões e padrões de comportamento.

    Estes padrões podem vir das mais diversas fontes, entre as mais comuns: a família , a escola , a religião , os valores sociais que nos são enfiados goela abaixo para que sejamos ” bons meninos” e ” boas meninas.”

  Quando nascemos, somos destemidos.  Tanto , que precisamos permanentemente de um adulto perto de nós , sob o risco de pularmos uma varanda, cairmos de uma escada,etc.

  Isso ocorre porque ainda não absorvemos os limites que nos são impostos amorosamente ou não pelos nossos país ou responsáveis.

  Não temos noção do perigo que podemos correr com nossas atitudes e precisamos de um adulto para nos proteger e nos guiar rumo ao mundo que estamos a descobrir.

  Luiz Gasparetto, um autor a quem muito admiro,declara : “quando nascemos nós não temos medo. Somos ousados, queremos descobrir o mundo. Mas os pais , na sua tarefa de nos “educar”, terminam por nos ensinar a pior coisa que poderíamos aprender: o medo. Estas simples palavras que muitas vezes visam ao controle para que a criança seja “boazinha”, exemplo: comporte-se ou o bicho papão vai lhe pegar. Você não gosta do papai ou da mamãe, então porque não faz o que nós lhe pedimos? Seja igual ao seu irmãozinho(a), coleguinha. Olha, papai do “céu” não gosta de menino “mal”  comportado. Tudo isso vai sendo absorvido por nosso inconsciente e discretamente vamos sendo manipulados, tolhendo os impulsos da nossa alma. Isso não quer dizer que os pais ou responsáveis vão deixar os filhos fazerem o que lhes derem na telha, a ponto de sofrerem perigos reais.

  Não, uma das coisas que a criança tem que receber para se tornar um adulto saudável é limiteouvir um não. Porque o mundo irá dizer muitos nãos para essa criança no futuro. 

  Mas a forma como isso é colocado, geralmente é de forma manipuladora e gerando sentimentos de culpa para que a criança seja obediente.”

  Os pais e educadores têm que ter um cuidado muito grande na forma como lidam com as crianças. Pois o medo ele é aprendido. E conseguir pela manipulação uma obediência irá gerar um adulto  inseguro, manipulável e desconectado de si mesmo.

  Então, uma das tarefas para o alcance de nossa harmonia e paz interior é deixar de lado a parte da educação que percebemos que nos prejudicaE assim contruir nossos próprios valores.

  Pois senão estaremos reproduzindo padrões mentais, energéticos e de comportamento que não são nossos, aos quais fomos condicionados.  Acredito que somos seres espirituais que vivenciam uma experiência humana. Não acredito em acaso. Mas também não tenho essa visão de carma, punição ,castigo, pecado. Descobri (respeitando quem pensar de outra forma) que esses valores e conceitos não me servem, ao contrário, fazem-me mal.

   Portanto, diariamente procuro fazer uma deseducação daquilo que não me serve.       Agradeço à vida, aos meus pais e educadores aquilo que me passaram, “porque as perdas nunca são totais”. Sempre fica algo que se aproveita. Estas pessoas fizeram aquilo que seu nível de entendimento pôde lhes permitir. Só que agora eu sou um ADULTO , RESPONSÁVEL POR MIM MESMO E RESOLVI ME REEDUCAR NAQUILO QUE TEM DE VALOR PRA MIM.

    Neste processo conto com várias ferramentas que considero aliadas. A psicoterapia, sem sombra de dúvida é uma delas. Pois, através dela, vou tomando consciência dos meus padrões de comportamento e pensamentos que me são prejudiciais e vou através do processo psicoterapêutico mudando um pouco a cada dia.

  Outra ferramenta que muito me ajuda é a Terapia Reiki, quer quando me auto-aplico, quer quando recebo de alguém. O Reiki faz com que tomemos consciência das atitudes e padrões que geram desarmonia e gentilmente vai dissolvendo os nós energéticos que causam as desarmonias em nós, expandindo a nossa consciência.

   A respiração consciente, meditação e a automassagem também me permitem estar mais centrado, “enraizado” em contato com meu corpo e assim, vou tomando consciência do momento presente, gerando uma calma interior e quando vejo , ao final de cada prática,  estou mais sereno, no aqui e agora.

   O medo faz parte de todos nós, assim como a raiva, a alegria, a tristeza, todas as emoções. Mas, do mesmo modo que ele foi aprendido, podemos fazer um trabalho interior de desaprendê-lo e, se for o caso de não conseguirmos por nós mesmos, com a ajuda de um psicoterapeuta ou das Terapias Integrativas, fazer um trabalho de cultivar a virtude oposta, a coragem, sendo amparados e principalmente nos auto-amparando e nos auto-acolhendo.

   E isso está na mão de todos nós. Para mudar você, invista em si mesmo. Procure fazer uma meditação , uma reflexão sobre o que te faz agir de determinada maneira. E se não conseguir busque ajuda, a psicoterapia e as Terapias Integrativas são excelentes aliadas.

  Mas tudo começa em você. E aí, quando tirar essas crenças e padrões que lhes foram impostos, sobrará espaço para você escolher  o que é importante e real para si mesmo. Fará uma reeducação mental. Uma faxina interior. E brilhará a Luz que há dentro de você.

                              Abraços fraternos.

                          Sérgio Pinheiro  Paffer.

                      ©Todos os direitos reservados

                               

                                 Imagens: Reprodução.

 

  

 

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