A timidez

céu

      Do comentário de um post feito por Geison Ferreira no blog parceiro www.pensamentosfilmados.com.br, surgiu a fonte de inspiração para este post. Nele se falava sobre a timidez. Comportamento e modo de ser que na sociedade contemporânea virou praticamente sinônimo de patologia.

   Pois vivemos numa era de superficialidades e aparências, onde ser sorridente, aparentar estar feliz, mesmo quando por dentro está-se em prantos virou uma obrigação social. E aqueles que não se enquadram podem até perder seus empregos ou ser hostilizados, por serem considerados estranhos, esquisitos, não terem dinâmica de grupo, etc.

   O ser humano está caminhando para a era da robótica a passos largos, só que para isso está se coisificando, robotizando-se cada vez mais. Visto que aqueles que apresentam uma conduta que difira da maioria são mal vistos e discriminados. Para isso tenho uma frase que a cada dia parece ser mais atual do que nunca :”Não sou eu que sou diferente. Eu sou eu mesmo. Os outros é que são muitos iguais”. Toda pessoa que tem um nível de espiritualidade, intelecto ou sensibilidade mais pronunciada, em algum momento sentiu-se assim, um estranho no ninho.

   A única pessoa que podemos ser nessa vida somos nós mesmos. Não podemos nos despersonalizar em nome de “amigos”, familiares, relacionamentos ou até por conta de um trabalho. Isto não quer dizer que não possamos e não devamos nos melhorar. Sempre podemos melhorar. Mas há coisas em nós tão particulares como nossas impressões digitais. E abrir mão de si mesmo, eu diria, é abrir mão da sanidade. Desta rica troca trago-lhes este post. Boa leitura para todos. Abraços de luz.

“ Excelente post Geison. Parabéns meu amigo. Uma bela lição para todos aprenderem  que ser igual a todo mundo para ser aceito muitas vezes implica em deixar de ser você mesmo. Ninguém tem que deixar de ser quem é pra agradar a ninguém, pois só podemos ser nós mesmos.

  O sistema, a matrix, é que quer programar as pessoas pra dizer como elas “devem ser, agir, se comportar ” a fim de exercer CONTROLE, MANIPULAÇÃO E DOMÍNIO. As forças negativas (a mídia em geral, as religiões e o Estado, as grandes corporações) querem colocar um molde, no qual todos supostamente devem se encaixar. “Como ser um “vencedor”, como se dar bem no trabalho, como ter “sucesso”.

      Aí, vem-me a pergunta: o que é ter “sucesso” ? É ter mais dinheiro do que os outros? O que é ser um “vencedor”? É ser promovido no trabalho, é “vencer” os “concorrentes”? Ah não, ser um vencedor é adquirir o último computador, de última geração. Mas dizem que daqui a 2 meses vão lançar um melhor. Então vou ter que trabalhar mais ainda, pois senão ficarei por “fora”, “pra trás”. E se as pessoas não têm o que a mídia, os amigos têm, elas sofrem pelo não “ter”. Não com isso queira dizer que se a pessoa está a fim de ter um bem, estiver com os recursos para adquiri-lo que o faça. O que questiono é o grau de sofrimento em que muitos ficam por não poderem adquirir determinado produto a ponto de se consumirem. Pois é, o preço de ser um consumidor voraz é ser consumido pelos desejos materiais não realizados. E as pessoas, sem saber, terminam virando um produto, onde sua atenção, o seu clique na propaganda vira objeto de desejo das grandes empresas. Você virou um produto. A sua atenção virou objeto de disputa e você acha que é livre. Não à toa existe um curso Superior de Publicidade, Marketing, Comunicação, onde se aprende técnicas de propagandas para capturar nossa atenção, a nossa vontade.

  Na minha  opinião, cada um deve ser o que é, não precisa se encaixar em nada.Todos somos perfeitos em nossas imperfeições, afinal o que é perfeição? Eu sou tímido, mas por força da profissão que almejo um dia ser meu ganha pão, que é a de ser cantor profissional, vou ter que lidar com públicos grandes. E daí, vou deixar de ser quem sou? Não. Na profissão que exerço atualmente que é a de terapeuta integrativo e professor de automassagem chinesa, tenho que lidar com as pessoas , pois estou lidando com um ser humano, tanto alguém que pode estar bem, como alguém que pode estar em profundo sofrimento.

   E isso me obriga a sair de mim, para ser o veículo, o canal que irá transmitir energias e informações para meus clientes, ou alunos e isso é um ato de extroversão. Acho que jamais serei aquele cara que vai chegando pelos lugares bombando de “alegria” (será que é alegria, ou vontade de chamar atenção=carência, insegurança) e estou tranquilo com isso. Naquilo que faz parte de mim e que me incomoda muito, procuro através de terapia tentar mudar ou então procurar lidar melhor, pois talvez haja coisas em mim, que não possa mudar. Tenho duas opções: ficar mal por conta disso e ficar ESTAGNADO na LAMENTAÇÃO.Ou posso trabalhar no reforço daquilo que posso e ficar FLEXÍVEL na ACEITAÇÃO. Querem nos tratar como um produto e muitas pessoas terminam se coisificando, e passam a DISCRIMINAR quem não é igual, age ou pensa igual a elas. Que pena NORMALÓIDES, vocês vão sofrer. Vamos tentar cultivar a TOLERÂNCIA E AUTO-ACEITAÇÃO. Porque a partir daí ,vamos ter uma PAZ INTERIOR. Não precisamos corresponder às expectativas de quem quer que seja .O outro só tem poder sobre nós à medida que o permitamos. E isso é uma ESCOLHA. EU ESCOLHO SER EU MESMO, COM MINHAS VIRTUDES E DEFEITOS. NÃO ESTOU AQUI PRA AGRADAR A NINGUÉM, TAMBÉM NÃO QUERO SER DESAGRADÁVEL. ESTOU AQUI PRA SER FELIZ. Abraços.

Sérgio Pinheiro Paffer.

©Todos os direitos reservados.É proibida a reprodução parcial ou total do texto sem a autorização prévia do autor.

Crédito das imagens: Reprodução.

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