1º Congresso online – Medicina Integrativa na Saúde da Mente

O Instituto Pensamentos Filmados está realizando o 1. Congresso online de Medicina Integrativa na Saúde da Mente.  Ele é gratuito e aberto a todos e contará com vários palestrantes renomados que irão indicar novos caminhos, novas abordagens na questão da prevenção e tratamentos dos diversos sofrimentos da mente humana. O público terá a oportunidade de conhecer um novo enfoque terapêutico onde o foco não é na doença e eliminação dos sintomas, mas no indivíduo e nas causas que geram as patologias.

A minha relação com o Instituto Pensamentos Filmados é de coração e alma. Foi através da interação com a fundadora do mesmo, a querida Ana Saad, que veio a ideia de fazer este blog. Sou muito grato a ela e ao Geison ,por intermédio do Instituto Pensamentos Filmados, pelo tanto que aprendi e aprendo até hoje com as informações, conhecimentos, vídeos e  excelentes filmes  disponíveis no Youtube, acessíveis a todos.  Através do Cinema eles trazem esclarecimento, informação, entretenimento e ajudam a mudar consciências, quebrar preconceitos e tocar corações.

Vou deixar o link para a inscrição no Congresso e desejo desde já muito sucesso a  todos e que mais pessoas sejam beneficiadas.

http://www.35.e-goi.com/w/1e6epoge2qPantIvMe4-035f78

Inscreva-se também através do https://www.anamariasaad.com.br/

Sérgio Paffer.

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Hermógenes.

Compartilho com todos estes dois vídeos do Professor Hermógenes onde ele mostra a proposta da Medicina sem medicamentos.

Hermógenes é um dos introdutores do Yoga no Brasil   e    seu   trabalho         tem reconhecimento internacional. Foi pioneiro na abordagem holística do ser humano.

Admiro o trabalho dele e muito me beneficiei de todo o conhecimento que ele compartilha através de seus livros, nos quais destacaria, Yoga para Nervosos e Auto-perfeição com Hatha Yoga. Abraços.

A Medicina integrativa.

nascer do sol

Com a licença e permissão da amiga e blogueira Ana Saad, publico aqui no Revolução da Consciência um post muito importante para o momento em que vivemos sobre Medicina integrativa. O autor do post é o Prof. Dr. Claudio Duarte que com maestria e simplicidade escreve sobre este tema que é  o ponto de partida deste blog e que muitos ainda têm dúvidas. O post foi publicado originalmente no site Pensamentos Filmados, cujo link deixo para os leitores e recomendo a leitura deste blog que é tudo de bom.

http://www.pensamentosfilmados.com.br/br/geral/blog/voce-e-ser-humano-entao-voce-tem-que-conhece-la/#.UNf7lOTZYxj

Sem mais delongas deixo com vocês este post imperdível. Abraços e boa leitura.

Ana Maria Saad

Você é ser humano? Então você tem que conhecê-la!

Ficamos tão concentrados na nossa vidinha que esquecemos que as coisas estão sempre evoluindo. A medicina está evoluindo muito e há uma nova proposta para se ter saúde, ao invés de apenas tratar das doenças, que a menos que a gente saiba a respeito, nos privaremos de ter acesso a tratamentos que combinados nos auxiliam no bem estar. O prof. Dr. Claudio Duarte vem trilhando esse caminho de disseminar informação a respeito da Medicina Integrativa.
Se você ficar com preguiça de ler, então leia as partes sublinhadas.
Por Prof. Dr. Claudio Duarte
Informações úteis e necessárias
Em relação às normas da Medicina Integrativa e seus conteúdos, na Portaria 971/06, do Ministério da Saúde, lemos que o “Ministério da Saúde”, entende que as práticas integrativas e complementares, compreendem o universo de abordagens denominadas pela OMS de Medicina Tradicional e Complementar/Alternativa – MT/MCA (sic). E, além da Lei Federal 8080/00 e da Portaria, há uma série de leis estaduais municipais e NRs, de implantação e implementação das ações e serviços relativos às práticas das medicinas integrativas e complementares, voltadas para a melhoria e os benefícios da saúde da sociedade civil no país. E, em muitos estados e municipios, tais tratamentos e procedimentos já são adotados com sucesso nos últimos anos. Mas, com informações precisas e seguras, tais benefícios podem chegar a um leque muito maior da população, inclusive, reduzindo sensivelmente o rombo da Previdência Social e mudando velhos e viciados parâmetros de “tratamentos” .
O que é a Medicina Integrativa?
A medicina integrativa é um conceito recente, surgido nos anos de 1980 e, também, uma proposta e um conjunto de projetos mundiais, inclusive cursos acadêmicos, que se fortaleceu no Oriente e no Ocidente, à medida que atendia e atende, de forma científica e metodológica tanto as necessidades de saúde, quanto de cura da população global. A Medicina Integrativa traz no seu conteúdo, a junção criteriosa e metodológica, da medicina tradicional, da medicina ayurvédica, da medicina chinesa, do Yoga, da acupuntura, da psicologia, da homeopatia, da nutrição, da fonologia, de diversas terapias reconhecidas, em uma ampla e séria relação de parceria, onde leva a sociedade civil no seu conjunto, uma condição de saúde somatológica e biológica, mais justa, mais equilibrada, mais acessível e, acima de tudo, mais saudável. E apoiada em programas e projetos, sejam propedêuticos ou terapêuticos, com base em históricos ou em diagnósticos extensivos, não só dos pacientes, mas – sempre que possível – também dos familiares, e se for o caso, até mesmo do entorno profissional ou social dos mesmos.
Motivos para procurar a Medicina Integrativa
Além de todos os motivos acima esclarecidos, os outros são:
a) Um atendimento fortemente humanizado, com total atenção para o ser humano e sua autoestima.
b) O baixo custo e os excelentes resultados – já comprovados – advindos dos tratamentos por meio da Medicina Integrativa.
c) E, ainda, pelo fato dos interessados não terem que esperar longos períodos para serem atendidos.
Como obter informações seguras
Para que tanto a sociedade, os interessados, profissionais, pesquisadores, estudantes, universidades, faculdades, clínicas, hospitais, empresas, políticos e governantes possam saber mais a respeito da fundamentação científica e metodológica, dos princípios e das bases da Medicina Integrativa, além da longa lista de livros científicos ou para-científicos, sites e filmes publicados, continuo aqui, descrevendo uma série de outras informações, que seguramente ajudam e ajudarão a todos aqueles que quiserem se beneficiar com todo amplo espectro da mesma.
E também, foi criado há dois anos, o NÚCLEO NACIONAL DE MEDICINA INTEGRATIVA, que é composto por uma série de profissionais das mais diferentes áreas da saúde e que continua agregando novos profissionais ou pesquisadores interessados em fazer parte do mesmo, em qualquer ponto do país, pois esta é uma das vias para se consolidar todo este processo no mesmo e trazer benefícios concretos à sociedade e à população em todos os seus substratos.
Um dos e-mails para contatos é o: mi@damulticom.com.br que fica à inteira disposição de todos, e onde também, é possível solicitar outros dados, outras informações, outras referências.
Apelo à Saúde Integral
Como profissional da saúde e do Yoga, participei, organizei e continuo organizando cursos, conferências, congressos, workshops e eventos no país e no exterior, que possam aprofundar, não só o conhecimento dos profissionais, mas também levar informações sólidas sobre a saúde à sociedade como um todo. Para que esta, possa efetivamente obter benefícios de uma forma segura, simples, direta e se possível, fácil.
Conversei e entrevistei muitos profissionais sérios, competentes e fantásticos, conversei e entrevistei muitas pessoas que ao longo do tempo se beneficiaram dos tratamentos para a saúde, por meio da Medicina Integrativa.
Também, encontrei uma vasta literatura de publicações científicas e para-científicas de primeira qualidade, a respeito do tema. E tudo isto, só nos encoraja fortemente a seguir adiante com este trabalho, esta proposta e este projeto magistral! Mas também precisamos do apoio da sociedade e do seu especial apoio, no sentido de ampliar, de expandir esta tranformadora nova e antiga ciência. Portanto, caso compartilhem desta visão e desta proposta, por favor, tirem cópias desta matéria e distribuam,   escaneiem e enviem por e-mail, transmitam partes pelo twitter, publiquem-na nos seus sites e divulguem-na de todas as formas possíveis. Pois, unidos, podemos sim transformar o mundo em um lugar muito melhor e mais saudável para todos! Até a próxima.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Claudio Duarte
Unesco Member e Secretário Executivo da Pacy Internacional/Colegiado
PS: Aguardem, pois em breve estará acontecendo a nova versão do “Seminario Nacional de Medicina Integrativa” em São Paulo e no Rio de Janeiro. Contatos:mi@damulticom.com.br
Fonte: Jornal Saúde e Harmonia

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V

Atitudes

meditação,respiração consciente

“ Muitas vezes não fazer nada perante as situações da vida com que nos deparamos é fazer tudo. Outras vezes fazer tudo (pelo menos no que concebemos ser tudo naquele momento) é fazer nada. Isso só a maturidade poderá nos revelar. Mas há um grande professor disponível 24 horas por dia a nos guiar: o silêncio. Sim, o silêncio é sábio, reflete nossa essência, nossa alma. A questão é que geralmente estamos tão inquietos que não conseguimos ouvi-lo. Para atingir esse estado temos a respiração consciente, a meditação, a contemplação e a oração para aqueles que se dispuserem a tanto. Quando nos aquietamos interiormente, calamos a nossa tagarelice. Um novo mundo se descortina à nossa frente: o mundo interior. Feche os olhos, respire calma e profundamente, sinta o ar penetrando pela inspiração e se espalhando na expiração e como o seu corpo muda em cada um destes momentos. Abra mão do controle, entre em contato com você mesmo, deixe fluir. Que a cada respiração você se unifique e se permita conectar-se com sua paz. Dê uma chance a você mesmo.”
                                Sérgio Paffer

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A música nas sessões de práticas integrativas

música

 

  Entre os fenômenos naturais que mais me sensibilizam, o som é o que poderia destacar. Além de trabalhar com terapias integrativas, eu também sou cantor amador, compositor, arranho um violão. Já estudei um pouco de música e sou apaixonado pela mesma.

  Cantar é para mim minha conexão direta com Deus, principalmente quando a letra toca a minha alma, emociona-me. Ouvir música é para mim também uma fonte de grande prazer. Gosto musical, assim como religião, time de futebol, cor favorita, política, pertence à esfera do subjetivo. Assim sendo, toda e qualquer discussão neste sentido, é pura perda de tempo e energia.

  Cabe a todos, para que possamos viver bem, respeitar o gosto e opinião alheios, fazendo-nos também por onde sermos respeitados. Mais uma vez, a tolerância é uma virtude urgente a ser cultivada por todos.

  Eu mesmo tenho um gosto musical muito eclético. Gosto desde  música erudita ao rock, pop, música caipira e sou um apaixonado pela mpb. O que importa para mim é o que me toca o coração, sem rótulos. Mas, no contexto da prática das terapias integrativas, diria que a música cumpre um papel de destaque.

  Não é qualquer tipo de música que se adequa ao contexto de uma aplicação de Reiki ou massoterapia. O ideal é que a música tenha uma unidade no seu desenvolvimento, (que não mude repentinamente) que seja relaxante. Este fato por si só irá proporcionar uma esfera de paz tanto para o profissional como para o cliente. A escolha do repertório irá depender muito do gosto musical e sensibilidade do praticante. Também é interessante que este pergunte ao seu cliente se o mesmo deseja que a música esteja presente ou não, em virtude de algumas pessoas preferirem o silêncio. O que não prejudicará em nada ao andamento da sessão.

  Para isso, hoje em dia, contamos no mercado com produções próprias para as aplicações de práticas integrativas, que são bastante interessantes no quesito ambiência, e de complementar a atmosfera das sessões. Estas músicas trazem elementos da natureza, como o som das ondas, das matas e da natureza em geral, envolvidas em belas melodias que convidam ao relaxamento e à entrega.

  O poder da música já é conhecido pela ciência. E foram feitas experiências onde plantas foram expostas a dois tipos de estilos musicais diferentes com diferentes respostas. O grupo de plantas que foi colocado num ambiente onde se tocou música erudita desenvolveu-se bem e ACIMA da média. Já o grupo de plantas que foi exposto à música Heavy Metal rapidamente murchou e morreu. E isto são fatos.

  Mas o uso ou não da música ambiente não irá determinar o resultado da sessão. O fator mais importante é o trabalho, preparo e desempenho do profissional a realizar a sessão, assim como a disposição interior do cliente de querer a sua melhora junto com uma série de outros fatores que futuramente abordaremos em outros posts.

  Pela minha experiência posso salientar que a música traz elementos muito positivos a qualquer trabalho nas práticas integrativas.  Estas músicas terapêuticas reúnem elementos que ajudam a fazer a conexão com as energias salutares do Universo. Elas  ajudam o cliente a “entrar no clima”, a se abrir mais, a se permitir que o trabalho ali desempenhado tenha uma atuação ainda mais profunda, conectando o cliente com sua essência que como a de todos é ligada ao Universo. E neste momento, mesmo que isto não seja tão perceptível, o Universo vem até ao cliente justamente pela prática que está sendo ali desenvolvida e pelos elementos trazidos pela música.

   A  música atua como um elemento facilitador para o profissional de terapia integrativa e para o cliente, facilitando aos mesmos uma entrega maior ao trabalho desenvolvido. Á medida que traz relaxamento para ambos, gera concentração mais acentuada para o terapeuta e uma harmonização de todo o ambiente onde aquele trabalho terapêutico é desenvolvido.

                                                            Abraços de luz.

                                                 Sérgio Pinheiro Paffer.

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Dicas de automassagem chinesa.

Olá amigos leitores. Tive o prazer de ser entrevistado pelo Programa Pé na Rua,da TV Pernambuco. Nesta entrevista fiz uma breve explanação com dicas de algumas técnicas de automassagem para melhorar o dia a dia, recuperar-nos do stress, e ativar a nossa energia interior, o Qi (diz-se tchi) a nosso favor.

Porque a automassagem chinesa é muito simples, prática e direta.Tenho muitos agradecimentos a fazer por esta oportunidade de mostrar de uma forma mais interativa o meu trabalho.

Agradeço primeiro a Deus, ao Universo, por me darem o dom da vida e pela oportunidade de ter estudado, vivenciado e ajudado com estes ensinamentos outras pessoas, bem como a mim mesmo. Agradeço em especial ao meu professor e Mestre Dr.Marcos Freire Júnior, com quem fiz toda minha formação em automassagem chinesa, por tudo o que me passou, por ter acreditado em mim e pelo bem mais precioso: a sua amizade.

Agradeço à equipe do Programa Pé na Rua, a Ivan Moraes, à equipe de filmagem por todo o respeito e atenção com que fui tratado e  à TV pernambuco pela oportunidade de mostrar a um público maior o trabalho que desenvolvo. Aprendi com meu  professor que somos apenas veículos deste conhecimento  integrante da Medicina Tradicional Chinesa  há uns 5000 anos.

Meu muito obrigado  a todos os amigos de perto e de longe que sempre me incentivaram. Tudo isto me fortalece e me faz seguir em frente.
Como se diz na própria China “que uma imagem vale mais que mil palavras”  deixo vocês agora com  o vídeo. Espero que todos possam se beneficiar. Abraços de luz.

Sérgio  Pinheiro Paffer.

Preconceito

apontar   

   Penso que uma das grandes chagas da humanidade seja o preconceito. A própria palavra em si já define a situação. Pré significa antecipado, precipitado. Conceito é uma definição sobre qualquer assunto, um juízo de valor, uma qualificação dada a um fato, assunto, pessoa ou questão que envolve os chamados seres humanos.

  Antigamente as pessoas portadoras da hanseníase, a outrora chamada lepra, em virtude da falta de tratamentos efetivos e um possível contágio eram segregadas do convívio social. Eram levadas para áreas afastadas, muitas vezes até para morrerem ao léu, sendo abandonadas. O medo que envolvia os não leprosos e o preconceito contra os doentes fazia com que tomassem nojo diante dos mesmos.

    Graças a Deus e aos avanços da Medicina hoje em dia, a hanseníase é uma doença totalmente curável, desde que o paciente siga o tratamento até o final. Mas uma herança ficou e que se estende para tudo que não se enquadra na esfera do “normal”, do socialmente “aceitável” : o preconceito.

    Ninguém que tenha hipertensão, diabetes, enxaqueca, etc sofre qualquer tipo de discriminação por parte da sociedade. Ao contrário, há pessoas que, de tão enfermas da alma, inconscientes dos seus recursos de cura interior, dizem até com a maior intimidade: “a minha enxaqueca hoje está muito forte”, “não vou sair porque minha bursite está me atacando”. Não sabem elas que ao fazer isto estão programando-se para perpetuar o quadro do que padecem, haja vista o poder da palavra e da intenção.

    As pessoas que sofrem de doenças mentais como depressão, transtorno bipolar do humor, esquizofrenia,T.O.C., pânico já não gozam de tal privilégio. Sofrem um preconceito ao que comparo como sendo a “lepra moderna”. Normalmente começam a enfrentar a incompreensão dentro da própria família. Muitas vezes até bem intencionadas agem de uma forma na tentativa de “ajudar” e terminam prejudicando o doente.

    Em vez de buscarem informação de qualidade sobre o que é uma doença mental, sobre o fato de que não é: “frescura, encosto, preguiça, falta do que fazer, falta de força de vontade”, entre outros clichês do gênero, tudo isto causado pela mais profunda IGNORÂNCIA, ficam rotulando o doente. Ninguém adoece porque quer. Adoecer é uma possibilidade pelo simples fato de estar num corpo físico e todos podemos adoecer do corpo, da mente e do espírito.

    Há um excelente site que trata do tema, cuja proprietária, a atriz, roteirista e diretora de cinema, Ana Maria Saad, o http://www.pensamentosfilmados.com.br,  disponibiliza gratuitamente informações de qualidade sobre praticamente todos os transtornos do humor e alternativas de tratamento, desde a Medicina alopata até a moderna Medicina Integrativa.

    O preconceito só tem uma função: ele serve para desagregar as pessoas, a despertar e ativar o lado sombrio do ser humano e isso serve às forças negativas que estão no poder (a mídia em geral, as religiões, o Estado). Buscam através dele, DIVIDIR o ser humano, segregá-lo, colocar nele a ilusão que deve seguir um determinado padrão de pensamento, conduta , a fim de ser um boneco manipulável.

    A tolerância, o não julgamento me parecem ser virtudes necessárias de desenvolvermos, de exercermos, pois o mundo em que vivemos já se encontra muito dividido.

    As pessoas que têm uma doença mental ou qualquer outro tipo de doença não precisam da pena, do ódio, do medo e muito menos do preconceito de ninguém. Infelizmente, segundo dados da O.M.S. (Organização Mundial de Saúde), brevemente estaremos vivenciando uma epidemia de depressão. A doença é altamente democrática, atingindo pessoas de todas as classes sociais, raças e escolaridade.

    Eu, por exemplo, neste momento apresento um quadro de depressão. Sinto-me muito bem e , apesar de conviver com esta doença, ela é apenas a expressão de uma parte de mim. Todo ser humano, até  os ditos “saudáveis” têm uma parte  doentia e outra saudável. A depressão está longe de ser aquilo que me define, pois o que me define é aquilo em que eu coloco meu foco. E eu sou Mestre de Reiki, massoterapeuta, professor de automassagem chinesa, bacharel em Direito, cantor, compositor, arranho um violão, cidadão consciente, um ser humano com defeitos e virtudes, como qualquer outro.

    O conceito de saúde e de doença são extremante relativos vistos a partir do paradigma holístico,  e até por algumas correntes da Psicologia. O que é ser saudável? É não ter nenhum tipo de doença, quer seja física ou emocional? O que é ser doente? É não ter nenhum sintoma físico, psíquico, é pensar igual a todo mundo? Todo mundo é ou tem de pensar igual? Não seremos nós seres únicos e que precisamos honrar e abraçar essa individualidade a fim de sermos felizes e realizar nossas metas?

    Será que não há também doenças da alma, como o egoísmo, a mesquinhez, a hipocrisia, o orgulho, o preconceito (olhe ele aqui de novo, lembram?) a falta de opinião crítica, a falta de amor? Eu acho que sim. Sendo assim, todos, independentemente de terem sido diagnosticados ou apresentarem qualquer distúrbio psíquico, não têm um lado doente e outro saudável?

    A depressão não é aquilo que me define, assim como meus medos, ou minha coragem, a minha visão ou a falta dela, afinal há tanto a aprender ainda…

    A pessoa é que se define. Somos seres em eterna definição. Se focarmos no nosso lado doentio, só vamos ver e manifestar doença. Se focarmos no nosso lado saudável iremos ver e manifestar saúde, Luz. E todas as práticas terapêuticas visam resgatar esse lado saudável, entrar em conexão com ele, como as Terapias Integrativas e a Medicina Integrativa que vêem o ser humano não como um conjunto de sintomas que precisam ser suprimidos, porque “o sofrimento não é bom, nem mau, ele é funcional”(Luiz Gasparetto).

    A doença pode ser uma oportunidade, um chamado para que a pessoa pare. E, através das terapias, procurar se conhecer, fazer um mergulho interior, adquirindo assim o maior bem desta vida:o autoconhecimento. Mas, para isso , é preciso  querer, procurar e investir. Ninguém pode ajudar alguém que não quer ser ajudado. Se a pessoa buscar bons profissionais e se dedicar aos tratamentos é possível ser feliz e produtivo mesmo tendo depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar e demais doenças.

    Porque ser feliz é uma escolha. E nós sempre temos escolhas. O poder de mudar está dentro de nós. A dor não é o “mal”, o sintoma não é o “inimigo”. Eles são sinais indicativos que algo não está bem dentro de nós. E existem saídas.

    Espero que as pessoas que leram esse texto que sofrem de alguma doença ou transtorno psíquico sintam-se estimuladas a não se rotularem e a não se deixarem intimidar por quem quer que seja ou pelo sofrimento. Acreditem: há saídas. Mas não há um remédio único para todos os doentes. Por isso defendo o enfoque da Medicina Integrativa, que usa uma abordagem multidisciplinar e que respeita a essência do paciente. A Medicina Alopata também pode dar bons resultados, cada organismo é único. Cada pessoa tem que contruir seu caminho de tratamento. Procurem se informar dos muitos caminhos e abordagens que existem, mas o fundamental é não desistir de si mesmo.

    Espero que os leitores que não apresentam nenhum distúrbio mental, mas que conhecem alguém, convivem com um familiar, amigo que tenha, façam uma reflexão sobre as palavras escritas. Façam o seguinte exercício: “Poderia ser eu a passar por tal situação. Como eu gostaria de ser tratado se passasse por isto?”. Fazer este exercício desenvolve em nós a empatia, a tolerância. Trate o outro como gostaria de ser tratado, pois o que você dá volta às suas mãos. O mundo já se encontra muito dividido. Vamos passar a somar. Vamos começar a vencer os nossos próprios preconceitos. Abraços.

                                         Sérgio Pinheiro Paffer.

 

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