Filme EU MAIOR

Compartilho com todos o filme EU MAIOR que trata sobre o autoconhecimento e sobre  a busca da felicidade. Há grandes nomes na área do autoconhecimento em entrevistas que nos instigam ao pensar e à reflexão.

Várias visões que podem ampliar a nossa própria. Abraços a todos.

A montanha

Desde a antiguidade que o Homem olha para o céu e contempla nas noites límpidas o vasto Universo do qual faz parte.

Vários motivos até o dia de hoje levaram  muitos aventureiros, sábios, moradores e habitantes de regiões montanhosas a empreenderem viagens, a se arriscarem em jornadas a fim de alcançar lugares mais altos. Onde pela localização, o céu ficava mais perto, e as estrelas brilhavam ainda mais.

Podemos comparar a jornada da vida como também um caminho em busca da jornada do peregrino, em que cada um, irá escalar uma montanha, terá de afastar pedras no caminho, seguir firme e com foco no destino almejado e assim ganhar uma bela recompensa pela linda paisagem estrelada ao final de sua busca.

E neste momento, o céu estará mais perto do Homem. Através da sua caminhada pela terra, superando os obstáculos, chegará num ponto em que verá mais e melhor. Na escuridão da noite a luz das estrelas servirá de guia e o céu estará não só no espaço exterior. Mas também no coração do buscador.

Lindo vídeo feito na Espanha por TSO Photography, com linda música de Ludovico Einaudi – “Nuvole bianche”.

As muitas faces do amor.

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  Acho que o sentimento mais nobre e a força mais poderosa desse Universo seja o amor. É algo muito complexo falar do mesmo, mas vou tentar fazer algumas considerações.

Vemos na sociedade várias formas de expressão desse sentimento. Existe o amor pela família, pelos amigos, pelo trabalho, pelos animais, pelas ideias, pela arte, enfim, uma lista extensa.

O ser humano, na busca de tentar melhorar o mundo em que vive, ou, por um  ideal que o mova dedica-se a uma causa. Há os que se dedicam a cuidar das crianças órfãs, abandonadas; os que cuidam do bem estar dos idosos; os ativistas da causa animal e do meio ambiente, entre tantas outras motivações válidas e necessárias.

Na diversidade dos sentimentos e diferenças entre todos, às vezes surgem conflitos. Os que se dedicam a cuidar das pessoas carentes, por exemplo, podem dizer que é um absurdo cuidar de animais abandonados, quando há tantos seres humanos passando necessidade.

Da mesma forma, os que se dedicam à causa animal podem argumentar devido ao seu grande amor e talvez devido a algumas ou muitas decepções com as pessoas, que o ser humano não vale a pena. E por assim vão se desenvolvendo as razões e os motivos de cada um.

O amor é algo muito rico e como expressão humana, ele reflete o que cada indivíduo traz dentro de si. A diversidade, a diferença no sentir, no expressar faz parte da natureza humana.

Tal como vemos na natureza  em flores, plantas,  há cores, texturas, aromas, numa diversidade infinita, assim também é o ser humano. Todas essas causas são importantes, todos merecem ser amados. Então o amor, como tantos outros sentimentos não tem um padrão, um dever ser.

Ele simplesmente é. E aquilo que toca o coração de uma pessoa pode não tocar o de outra. Acho que cabe a cada um entrar em contato com o próprio coração e ver o que lhe move e ir atrás dessa direção interior.

Um animal pode transformar a vida de uma pessoa. Uma criança pode transformar a vida de uma pessoa, ajudar um idoso pode transformar a vida de uma pessoa. Mas nem todos sentem o mesmo e buscam as mesmas coisas.  E isto é a riqueza com a qual a natureza dotou cada um com um dom e um objeto de seu afeto. A tolerância para com quem pensa diferente é um bom caminho para uma convivência mais harmônica.

Que possamos exercer nossos afetos e doar o nosso amor generosamente, pois o planeta está necessitando muito. E talvez começar a perceber a grandiosidade deste sentimento no sorriso de uma criança, num animal de quem cuidamos ou num indivíduo idoso seja o começo de uma semente muito boa que gerará um grande fruto em nós: a paz.

Sérgio  Pinheiro Paffer.

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Imagens: Reprodução.

Mudanças sociais.

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    Diante de muitos fatos do dia a dia observamos situações de injustiça, descaso de autoridades para com a população. Frente a estas situações o que poderia ser feito para realizar uma mudança para que a sociedade seja mais justa, digna e respeitosa para todos?
   Penso eu que sejam necessárias várias reformas, mas sobretudo uma reforma interior. Porque a forma como as pessoas se relacionam com o seu semelhante é um reflexo da forma como elas se relacionam consigo mesmas. Muitos se deixam levar pelo ódio devido às agressões sofridas e terminam perpetuando um ciclo de agressões que não tem fim, que pode começar com uma agressão consigo mesmos e, posteriormente, com os outros.
  A grande revolução do momento é a mudança de consciência, é fazer a opção pelo amor, pela paz, pela tolerância. Isso não quer dizer como talvez pensem alguns que ser pacífico e amoroso signifique ser um alienado. Ao contrário. Quando estamos em paz, conectados com nós mesmos é possível ver as situações sobre o prisma da calma, e isto muda tudo. A calma traz clareza e foco.
  Porque o caos só pode gerar mais caos. O ódio não poderá dissolver o ódio. Somente o amor pode dissolver o ódio, assim como somente a Luz pode anular as trevas e o conhecimento pode eliminar ou diminuir a ignorância.
  A mudança começa a partir de nós. Se acreditarmos que a justiça pode se  materializar, de alguma maneira, o Universo corresponderá. Sabemos que não há “vítimas”, mas, se estamos neste plano um dia poderemos também passar por situações assim. E a solidariedade tem uma força poderosa. Mas que a força que nos mova não seja o rancor pelas ofensas que nós ou nossos entes queridos tivermos sofrido, mas sim que a força que nos mova seja o AMOR pela justiça, respeito e dignidade. Todos nós fazemos a sociedade. Se quisermos melhorá-la, acredito, humildemente, respeitando as demais opiniões, que a tomada de consciência que somos seres não separados e evitar pensamentos como “não é problema meu”, “o mundo não presta mesmo”, irá ajudar. Vamos acreditar sim que o mundo pode ser melhor e denunciar as injustiças, não movidos pelo ódio, mas pelo amor ao bem comum. Penso que levar ao grande público o acesso a ferramentas simples, mas extremamente poderosas para mudança interior seja uma forma de desatar os nós individuais e sociais. Assim sendo, a disseminação de uma cultura de paz e de práticas integrativas como a meditação, o Yoga, a automassagem chinesa, o Reiki e muitas outras,possa ajudar a dar este pulo do gato neste dias tão conflituosos. Melhorando o indivíduo, melhora-se a sociedade, que é um espelho do mesmo.
  Afinal, somos filhos e filhas de um mesmo Pai, não importa se você o chama Alá, Deus, Tupan, o Todo, a essência é a mesma. Se pensarmos que o sofrimento de um é o sofrimento de todos e que o sofrimento de todos é o sofrimento de um, exercer a compaixão será algo natural e seremos pessoas melhores e faremos o mundo melhor.
                                                        Sérgio Paffer.
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Renovação.

A natureza, mestra que é, enche-nos de preciosas lições,  além de sermos conectados e fazermos parte da mesma. As estações do ano e as mudanças causadas geradas no ambiente são uma fonte muito rica de aprendizado.

As alterações na luminosidade, nas estações mais definidas no Brasil, como o verão e o inverno mudam bastante o nosso dia a dia. No verão o dia dura mais do que a noite, justamente por haver mais luminosidade em tal período. Ocorre o inverso no inverno. O dia é mais curto, anoitece mais rápido.

E tudo isso foi observado de forma bastante acurada pelos povos orientais e essa inter-relação entre homem e natureza é explicada de forma detalhada nos escritos da Medicina Tradicional Chinesa (M.T.C.). Pela Medicina Chinesa, o homem é visto como um pequeno universo, tendo também suas estações, e períodos de expansão e recolhimento, etc.

Para ilustrar, podemos comparar o verão com sua luminosidade e calor abundantes, convidando à extroversão, à expansão. No inverno, com dias mais chuvosos e enevoados, o movimento é de recolhimento, introspecção. E isso acontece na natureza e no homem. Então, a conexão, o alinhamento do homem com os ritmos da natureza é, certamente, uma forma de prática de saúde.

Muitas vezes nas nossas vidas passamos por situações, momentos em que precisamos fazer esses movimentos de expansão e recolhimento. Determinada situação pode nos abater, abalar nosso estado emocional. E podemos tentar lutar contra isso, pois há uma regra tácita que “temos que ser fortes, não demonstrar fraqueza”.

Mas isso em vez de nos ajudar pode nos enterrar ainda mais. Recolher-nos diante de uma adversidade ou um momento difícil não quer dizer que não estamos enfrentando ou que estamos sendo “derrotados”. Parar frente a um momento difícil é, às vezes, a melhor atitude. Assim podemos entrar em contato com nossa força interna e assimilar o que nos ocorreu. Negar a situação não irá fazê-la sumir.

Como também sucumbir perante ela não parece ser a melhor estratégia. O ato de nos recolher, procurar um amigo, um terapeuta, ou nos conectar com o que seja o sagrado para nós pode ser uma boa opção. Cada um sabe de si. E não há pessoa que nos conheça melhor do que nós mesmos.

Ir a um ambiente natural, como um parque, o verde, observar as estrelas á noite também é uma prática muito saudável. Ficar em silêncio e sentir o vento na face é maravilhoso. Isso nos conecta à natureza, que por sua vez ativa a nossa força interior.

O verde, as plantas, o som da natureza, como o dos pássaros traz uma calma interior e é uma receita muita boa para casos de esgotamento nervoso.

O relaxamento é um ato de permissão. Se alguém se forçar a relaxar, dificilmente conseguirá. Podemos convidar a calma, a paz, mesmo se naquele momento estivermos abalados. Um modo imediato de nos acalmar é através da respiração consciente, como já foi divulgado em vários posts aqui do blog. A respiração e estado emocional estão intimamente ligados. E isso não é questão de fé, é fisiológico e já reconhecido pela Ciência.

Nossas células se renovam, nosso cabelo, nossas unhas. A cada respiração o oxigênio é renovado, só pra dar alguns exemplos. Então penso que isso seja uma mensagem da vida para que abramos um espaço também na administração de nossas experiências para a renovação.

Se fizermos exercícios respiratórios, uma atividade física, nossa saúde é fortalecida. A musculatura se desenvolve, a postura melhora, nosso humor melhora. Então isso nos mostra que tudo pode ser melhorado, ou seja, um grande princípio que rege tudo é a evolução. Mas para que isso ocorra é preciso um ato de vontade, determinação e disciplina.

Então, assim como nosso corpo renova nossas células, porque não podemos renovar nossas posturas perante a vida, as adversidades? Se em vez de mantermos posições rígidas a respeito de nós mesmos, dos outros, porque não experimentarmos vermos as situações por um outro prisma?

Todos sofremos perdas. Todos temos desafios. A questão que pesa no que tange à saúde é como lidamos com essas perdas e desafios. Será que não estamos dando uma carga de drama e negativismo em excesso a estas situações e tornando o fardo ainda maior? Será que não podemos tentar ao menos nos dar uma chance?

Ás vezes o importante não é as respostas que temos em mente. Mas sim fazer novas perguntas e se entregar ao rio da vida. E seguir seu fluxo.

Sérgio Paffer.

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Fotos: reprodução.

Mãos.

     Mãos. Com elas ganho o meu sustento. Com elas eu sinto a superfície do que meu tato consegue alcançar.

     Com elas eu dou limite. E digo Não quando for preciso.

    Com elas eu permito e digo Sim quando é a hora.

    Com elas expresso minha raiva, e elas se tensionam.

     Com elas expresso o amor e elas relaxam e me elevam.

    Toco o mundo palpável e com minhas mãos invisíveis adentro na esfera do mundo sutil que percebo com todo o meu ser.

    Mãos expressam proximidade, distância, sentimento.

    Braços cruzados podem indicar defesa, timidez, medo ou insegurança.

    Braços abertos podem indicar desejo de compartilhar.

    As mãos permitem uma amplitude de movimento extraordinária. Elas se movem pra frente, para trás, para os lados, elas circulam.

   Cada dedo tem uma grande força,  mas , quando unimos todos eles, o poder dessa união é extraordinário.

   Nossas mãos passam calor, carinho, acolhimento e podem canalizar energia de cura.

    Elas também podem machucar e tirar a vida de outro ser, como também podem ajudar a ressucitar uma pessoa desmaiada, e trazer a vida. Elas podem ajudar a fazer um parto e trazer um novo ser a este mundo.

   Não sei o que significam as linhas das mãos.  Conheço muitos pontos de acupuntura que nela se encontram. Quando acessados podem trazer cura, alívio para nossos padecimentos.

  Com as mãos, um artista pega a pedra, o barro, a tela, o papel e faz uma obra de arte.

   Que obra queremos  fazer para nossas vidas?

    Que marca  queremos deixar no mundo?

    Vamos fechar as nossas mãos e fingir que não existe o outro?

   Ou vamos nos lançar na tentativa do compartilhar?

    Somos obra e artistas. Desenhamos nossos destinos com nossas ações e omissões.

   Fazendo tudo, poderemos estar fazendo nada.

   Fazendo nada, poderemos estar fazendo tudo.

   Depende do momento. Sou apaixonado pelas mãos.

    Muito obrigado Deus, por me colocar no coração o desejo de ser útil, espero que minha obra tenha valido a pena.

   Mãos.  Uma das maiores obra da engenharia divina na bênção que é nosso corpo físico.

                                   Sérgio Paffer.

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As árvores.

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   Comecei num passeio em um parque a contemplar várias árvores, assim como o verde em geral. A natureza sempre me fascinou e sentir a brisa no vento no rosto e olhar para ela sempre foi uma maneira de me equilibrar e organizar as idéias. Nesta circunstância, lembrei-me de uma passagem da minha vida.

       Em certo momento da minha adolescência, abandonei as práticas religiosas que eu seguia, mais por uma influência familiar do que por uma opção minha. Algo que vejo como natural, pois somos influenciados pelo nosso ambiente e vice-versa.

      Aquela idéia de um Deus acima dos homens, não causava uma ressonância em mim. Então decidi que aquela crença naquele Deus que me era mostrado não me dizia nada e resolvi me tornar ateu. Situação que perdurou durante alguns anos. Esta decisão me trouxe um alívio, pois estava sendo autêntico e verdadeiro para comigo mesmo. Meus familiares, com toda boa intenção (segundo o ponto de vista deles), discordaram e fizeram suas colocações de acordo com os referenciais que tinham, que me pareciam muito impregnados de medo e culpa.

     Acho que toda religião, filosofia, escola de pensamento seja válida, pois o que importa, na verdade é que sejamos felizes. E se uma pessoa é feliz seguindo determinada religião b ou c, que assim o faça. Como também acho que os ateus, na sua busca para provar que Deus é uma invenção do homem para lidar com o sofrimento, também podem lidar muito bem com isso. No fundo, acho que todos estamos certos. Pois cada um tem a sua visão, e o direito de seguir ou não qualquer tipo de ideologia ou crença.

    O problema é quando os crentes ou descrentes querem que os demais pensem ou acreditem nas suas ideologias e valores. Disso surge a intolerância, o que gera os mais diversos conflitos.

    No alívio que senti por não seguir mais a religião dos meus pais, ao mesmo tempo veio um sentimento de vazio.  Mesmo não compartilhando mais desta crença, eu sentia dentro de mim que um Universo sem Deus era algo improvável. E nisto continuei minha busca por Deus.

  Numa bela tarde, ao caminhar em um parque, comecei a observar as árvores. Peguei uma folha do chão e comecei a admirar as formas, os desenhos perfeitos e as imperfeições e notava um padrão admirável. Contemplava as mais diferentes cores, olhei para flores, senti o vento e ele me parecia dizer algo além das palavras, que meu eu interno sentia, mas eu não sabia expressar, verbalizar.

    Então, comecei a observar cada vez mais e mais a natureza, as crianças, os animais. Era como se eu fosse novamente uma criança a redescobrir uma vida nova dentro da vida diária. Notava que percebia detalhes que antes nunca havia reparado. E o fato de eu observar, de parar, de dirigir minha atenção, estava abrindo uma nova perspectiva para mim.

   Uma sensação de profunda conexão com tudo ao meu redor foi me tomando, lágrimas vieram aos meus olhos, uma emoção de um sentimento de volta para casa se fez presente. E eu me perguntava: tem que ter uma inteligência que cria com perfeição essas folhas, essas árvores que nos fornecem abrigo, oxigênio, frutos, beleza, poesia, sombra. E eu senti Deus na natureza, em tudo ao meu redor, e principalmente dentro de mim.

    Então redescobri Deus não acima dos homens, mas em todos, nos animais, nas plantas, no sorriso, no choro, na alegria, na tristeza, no brilho do olhar e principalmente no sentimento de amor. Acho que todos nós somos a expressão da vida, que é extremamente rica em sua diversidade, assim como as diversas cores das flores, das matas, das raças, das crenças ou descrenças. Vi que somos partes que formamos este Todo. Somos seres dualistas, mas que somos conectados a tudo por esta essência divina. E sentir e perceber tudo isso me trouxe paz, sem medos, sem culpas.

    E na alegria deste encontro, descobri que não precisava mais procurá-lo. Ele sempre esteve dentro de mim.

                                    Sérgio Pinheiro Paffer.

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