As muitas faces do amor.

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  Acho que o sentimento mais nobre e a força mais poderosa desse Universo seja o amor. É algo muito complexo falar do mesmo, mas vou tentar fazer algumas considerações.

Vemos na sociedade várias formas de expressão desse sentimento. Existe o amor pela família, pelos amigos, pelo trabalho, pelos animais, pelas ideias, pela arte, enfim, uma lista extensa.

O ser humano, na busca de tentar melhorar o mundo em que vive, ou, por um  ideal que o mova dedica-se a uma causa. Há os que se dedicam a cuidar das crianças órfãs, abandonadas; os que cuidam do bem estar dos idosos; os ativistas da causa animal e do meio ambiente, entre tantas outras motivações válidas e necessárias.

Na diversidade dos sentimentos e diferenças entre todos, às vezes surgem conflitos. Os que se dedicam a cuidar das pessoas carentes, por exemplo, podem dizer que é um absurdo cuidar de animais abandonados, quando há tantos seres humanos passando necessidade.

Da mesma forma, os que se dedicam à causa animal podem argumentar devido ao seu grande amor e talvez devido a algumas ou muitas decepções com as pessoas, que o ser humano não vale a pena. E por assim vão se desenvolvendo as razões e os motivos de cada um.

O amor é algo muito rico e como expressão humana, ele reflete o que cada indivíduo traz dentro de si. A diversidade, a diferença no sentir, no expressar faz parte da natureza humana.

Tal como vemos na natureza  em flores, plantas,  há cores, texturas, aromas, numa diversidade infinita, assim também é o ser humano. Todas essas causas são importantes, todos merecem ser amados. Então o amor, como tantos outros sentimentos não tem um padrão, um dever ser.

Ele simplesmente é. E aquilo que toca o coração de uma pessoa pode não tocar o de outra. Acho que cabe a cada um entrar em contato com o próprio coração e ver o que lhe move e ir atrás dessa direção interior.

Um animal pode transformar a vida de uma pessoa. Uma criança pode transformar a vida de uma pessoa, ajudar um idoso pode transformar a vida de uma pessoa. Mas nem todos sentem o mesmo e buscam as mesmas coisas.  E isto é a riqueza com a qual a natureza dotou cada um com um dom e um objeto de seu afeto. A tolerância para com quem pensa diferente é um bom caminho para uma convivência mais harmônica.

Que possamos exercer nossos afetos e doar o nosso amor generosamente, pois o planeta está necessitando muito. E talvez começar a perceber a grandiosidade deste sentimento no sorriso de uma criança, num animal de quem cuidamos ou num indivíduo idoso seja o começo de uma semente muito boa que gerará um grande fruto em nós: a paz.

Sérgio  Pinheiro Paffer.

©Todos os direitos reservados.

Imagens: Reprodução.

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