“Dentro de Nós, as respostas sobre a depressão”

   Compartilho via Youtube um excelente trabalho que tive a oportunidade de assistir sobre o tema depressão.  Neste vídeo aborda-se o assunto de forma clara, objetiva e tocante.     Através dos depoimentos de pessoas que passaram por este transtorno mental que atinge cada vez mais pessoas ,bem como por diferentes profissionais que trazem sua experiência e visão deste sofrimento da mente, o esclarecimento se faz possível

  É de se destacar ainda a divulgação da Medicina Integrativa, que preconiza uma abordagem multidisciplinar focada na pessoa e não na doença.

  Como se diz ao longo do vídeo a depressão pode trazer ao indivíduo a oportunidade de fazer um mergulho dentro de si mesmo não só no sofrimento e na dor. Esse mergulho interior pode trazer  também  a descoberta de tesouros e capacidades que levam ao auto-conhecimento e à superação.

  É importante que se fale a respeito, pois, infelizmente, ainda há o preconceito que gera mais sofrimento a quem está em processo de depressão. Adoecer faz parte da possibilidade de estar vivo num corpo físico e o sofrimento alcança a todos. Que possamos desenvolver nossa compaixão por todos que sofrem, sem julgamentos pois o afeto, a escuta amiga ajuda. E o conhecimento liberta.

                                                        Sérgio Paffer.

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Intolerância dos pais

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Minha amiga e parceira de causa na divulgação da Medicina Integrativa, Ana Maria Saad publicou um excelente post  no seu blog sobre depressão na adolescência. Da leitura deste post veio a inspiração pra discutir este tema tão presente nos dias de hoje: o desafio de criar os filhos e a intolerância dos pais. Como há conceitos que precisam ser revistos por todos, quer sejamos pais ou não, pois podemos ser tios, amigos, colegas, enfim, por incrível que pareça, podemos ser seres humanos que podem fazer a diferença na vida de outro que se encontre doente ou confuso. Nós podemos fazer a diferença para melhor.

    E assim tomando esta decisão, a de nos melhorar, ajudamos a melhorar toda a sociedade. Deixo vocês com um trecho do post da Ana para ilustrar de onde me inspirei. Uma boa leitura e abra sua mente, mas principalmente seu coração.

“Ano passado conheci uma garota de 15 anos que tem depressão e que daria entrevista para um canal de televisão sobre o tema. Ela ficou muito empolgada com a chance de dividir sua história e assim ajudar a aliviar a dor de tantos outros adolescentes que sofrem de transtorno de humor.

  Para minha surpresa ela não deu a entrevista e a produtora do programa me contou que a mãe dela havia deixado, mas o pai a proibira, ameaçando tomar medidas mais severas se alguém insistisse na idéia, mesmo a menina querendo tanto, mesmo isso fazendo bem para ela, que poderia finalmente ter o alívio de tirar essa máscara, que nós que sofremos de transtornos mentais usamos por um bom tempo, a qual fica cutucando nossa carne viva, nos lembrando que essa dor extra é o preço que se paga ao querer a todo custo se encaixar na fôrma social, posando de “normal” e fingindo que não se está doente.

  Talvez se a garota tivesse sido convidada para uma aparição “gloriosa” na TV seu pai deixaria, até mesmo a acompanharia! Mas falar das misérias humanas, da dor íntima não é nada bem visto nessa nossa sociedade recheada de valores superficiais.

Outra adolescente que conheci pela Pensamentos Filmados e sofre de Depressão ou algum outro transtorno de humor está sem tratamento médico e terapêutico porque os pais não acreditam nela! E ela já tentou suicídio várias vezes! E se conseguisse provavelmente ainda falariam que “ela era ingrata, que tinha tudo, que se matou do nada, que estava andando com más companhias”, e todas outras explicações cliches que denunciam a “santa” ignorância!

Gente, você não acreditar em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa tudo bem, mas não acreditar que Aids, diabetes, câncer e doenças mentais, como os transtornos de humor, existem é burrice pura, que muitas vezes está a encobrir o medo de ter que lidar com uma realidade desconhecida ou preguiça mesmo, a qual prefere ficar escondida na ignorância atrevida.

E eu pergunto: os pais negarem atendimento médico para o filho adolescente é crime? Deveria ser, aliás antes de qualquer adulto inventar de ter filhos ele deveria passar por um batalhão de testes, pois a maioria dos que são pais não o são para ajudar seus filhos a desenvolverem seu potencial e desabrocharem como seres humanos, eles tem filhos para tapar o buraco das suas frustrações, para tentar encher seu vazio, e aí é óbvio, quem sofre é essa meninada que fica perambulando doente por aí sem ter atendimento médico e terapêutico!

Por isso gente pelo amor! Tem muita moçada sofrendo de doença por aí, é preciso se ligar! Leiam o artigo que saiu no Estadão! Se você é pai, mãe, tio, tia, professor, se você é humano, ajude a divulgar esse conhecimento acerca das doenças mentais!”

Excelente texto Ana. Concordo com tudo o que você falou. Os pais, em sua maioria, têm filhos pra tentar se auto-afirmar de alguma forma. E não trabalham a si mesmos para se conhecerem. Ora, se eu não me conheço, se a principal relação que tenho na vida (que é a comigo mesmo) eu não cuido,  termino não trabalhando minhas emoções. Vivo uma vida maquiada, onde por fora, tudo parece bonitinho, estou no esquema, faço o que esperam de mim. Mas por dentro estou um lixo, dilacerando minha alma, da qual só ouvi falar quando dizem “cuidado com alma penada”. Pois é, meus amigos, respeitando os ateus e pessoas de pensamentos contrários, acredito que dentro de nós habita uma parcela divina a qual chamo alma ou espírito.

  E o preço de não entrar em contato com ela é muito alto. Vivemos numa sociedade superficial, onde se busca ter uma boa aparência e muitos vivem de aparências. E os pais, que só por terem a capacidade de se reproduzir (coisa que a maioria das espécies vivas têm, não precisa ser humano pra isso), para seguir o velho modelo, um belo dia decidem: “vou casar e constituir uma família”. Mas como constituir um ente maior, sim porque um casamento é uma outra relação e a condição de pai e mãe idem e mais importante ainda, pois a pessoa está gerando outro ser vivo. Que dependerá por muito tempo até ter sua autonomia material e emocional pra seguir com a própria vida.

  E como pessoas que sequer se conhecem, trazendo os resquícios das relações doentias que se vê em muitas famílias, propõem-se a gerar filhos? Então surgem algumas perguntas. Ser um bom pai ou mãe é: dar assistência material, cuidar da formação intelectual ,religiosa (para os religiosos) e dar os meios materiais pra que os filhos sigam uma profissão socialmente aceita da qual possam sobreviver e depois deitar a cabeça no travesseiro tranquilamente e dizer: “pronto .Fiz o meu papel. botei filhos no mundo ,criei, dei educação, valores, eles estão “formados”, “numa profissão que vai lhes dar um retorno financeiro, sua sobrevivência”, “status”  uma “posição social”. Agora é com eles. Será?

   E o que dizer da educação afetiva, do acolhimento, do amparo emocional, da aceitação dos filhos tal como eles são, indivíduos (significa que eles têm uma individualidade, eles não são sua xerox, são seres únicos) que têm suas potencialidades, vocações, que podem não coincidir com o socialmente estabelecido como o”bom caminho”, uma inclinação profissional para a qual a sociedade não dê “status”. Quantas vezes você pai ou mãe que me lê agora, parou para pensar que seus filhos são seres únicos, que VOCÊ gerou, que não estão aqui pra satisfazer os seus caprichos, preencher os seus vazios, realizar os sonhos SEUS, pois eles têm seus próprios sonhos? Você já falou muito pra seu filho(a), mas quantas vezes parou, olhou nos fundos dos seus olhos e parou para escutá-lo(a)?

   Quantas vezes os pais querem passar ,ou melhor dizendo, enfiar goela abaixo seus valores, suas crenças para os filhos, ignorando que os filhos podem e devem ter seus próprios valores que necessariamente não são os seus e isso não significa que eles deixaram de amar os pais, simplesmente são diferentes. E ser diferente não significa ser melhor ou pior. Nós é que sabemos tudo, ou pensamos que sabemos e ignoramos que cada um tem sua própria verdade.

O exemplo do pai que impediu a filha de dar entrevista sobre sua doença ilustra isso. Esta atitude não foi uma atitude de pensar no bem da sua filha, ou de resguardá-la de uma suposta exposição. Porque ninguém tem culpa de adoecer e nem deve ter vergonha disso. Porque a sociedade não “aceita” a depressão, bipolaridade, esquizofrenia? Essa atitude deste pai não é demonstração de amor, é uma demonstração de ORGULHO. Porque para a maioria, admitir que tem um filho doente mental ,gay, artista, ou que fuja ao padrão estabelecido daquele grupo familiar, e da “sociedade” é motivo de vergonha. Estas pessoas que se propõem a serem pais é que deveriam ter vergonha. Vergonha da pobreza dos seus espíritos, da sua falta de informação, profunda ignorância e principalmente falta de afeto e de amor. Pois quem ama aceita. Quem ama não tenta mudar o outro pra que ele vire o que lhe convém. Quem ama honra a essência do outro.

   A realidade é que muito poucas pessoas têm discernimento emocional, afetivo e evolução espiritual para serem pais. O triste é que esses pais se dessem uma chance, procurando conhecer seus filhos, de verdade, teriam tanto a aprender  com eles. Seus filhos em vez de desenvolverem distúrbios psíquicos graves em virtude dessas cobranças e relações doentias poderiam ter uma troca maravilhosa e desenvolver gratidão, aprendizado, boas lembranças. Por isso as pessoas estranham quando em determinados casos, vemos filhos, que, após passarem maus pedaços com suas famílias, terminam rompendo com elas, por uma decisão de saúde. E ainda há os hipócritas de plantão a dizer: “mas fulano é um filho tão ingrato, recebeu tudo do bom e do melhor, os melhores colégios, as melhores roupas e age assim com seus “pobres” pais”. Toda história tem seus dois lados. Os pais muitas vezes acham que dão tudo para os filhos e esquecem do principal legado que podem lhes deixar: AFETO, RESPEITO POR SUA INDIVIDUALIDADE, AMIZADE, LIMITES, ACOLHIMENTO, AMPARO, AMOR.

   Mas não quero com isso dizer que os pais são responsáveis por tudo o que

acontecer de ruim na vida dos filhos. Esta é uma postura vitimista e cômoda. E não acho que seja por aí. O que estou dizendo é como a Ana falou, há pessoas que não deveriam gerar filhos, pois não têm maturidade emocional e espiritual para tanto. Por mais que o passado nosso seja doloroso, que tenhamos sido desrespeitados não podemos mesmo mudar o que passou. Mas podemos ESCOLHER um novo presente. Em que vamos nos dar tudo aquilo que não nos deram. Pois eu tenho a convicção que aquilo que a vida não nos deu é porque é para nós conquistarmos. Não vejo como castigo ,carma, vejo tudo o que acontece conosco como APRENDIZADO. E isto tem causado uma revolução na minha vida. As marcas podem ficar, mas o peso que elas terão vai depender muito do foco, da atenção que dermos a elas. Sempre temos escolhas. E se nos abrirmos pra aprender, o Universo nos trará as ferramentas necessárias para nosso aprendizado. Vamos investir no amor. Por nós mesmos, por nossos filhos. E vamos procurar trocar o orgulho pela aceitação, acolhimento da essência do outro e tolerância. Muita paz pra todos.

                                     Sérgio Pinheiro Paffer.

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Preconceito

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   Penso que uma das grandes chagas da humanidade seja o preconceito. A própria palavra em si já define a situação. Pré significa antecipado, precipitado. Conceito é uma definição sobre qualquer assunto, um juízo de valor, uma qualificação dada a um fato, assunto, pessoa ou questão que envolve os chamados seres humanos.

  Antigamente as pessoas portadoras da hanseníase, a outrora chamada lepra, em virtude da falta de tratamentos efetivos e um possível contágio eram segregadas do convívio social. Eram levadas para áreas afastadas, muitas vezes até para morrerem ao léu, sendo abandonadas. O medo que envolvia os não leprosos e o preconceito contra os doentes fazia com que tomassem nojo diante dos mesmos.

    Graças a Deus e aos avanços da Medicina hoje em dia, a hanseníase é uma doença totalmente curável, desde que o paciente siga o tratamento até o final. Mas uma herança ficou e que se estende para tudo que não se enquadra na esfera do “normal”, do socialmente “aceitável” : o preconceito.

    Ninguém que tenha hipertensão, diabetes, enxaqueca, etc sofre qualquer tipo de discriminação por parte da sociedade. Ao contrário, há pessoas que, de tão enfermas da alma, inconscientes dos seus recursos de cura interior, dizem até com a maior intimidade: “a minha enxaqueca hoje está muito forte”, “não vou sair porque minha bursite está me atacando”. Não sabem elas que ao fazer isto estão programando-se para perpetuar o quadro do que padecem, haja vista o poder da palavra e da intenção.

    As pessoas que sofrem de doenças mentais como depressão, transtorno bipolar do humor, esquizofrenia,T.O.C., pânico já não gozam de tal privilégio. Sofrem um preconceito ao que comparo como sendo a “lepra moderna”. Normalmente começam a enfrentar a incompreensão dentro da própria família. Muitas vezes até bem intencionadas agem de uma forma na tentativa de “ajudar” e terminam prejudicando o doente.

    Em vez de buscarem informação de qualidade sobre o que é uma doença mental, sobre o fato de que não é: “frescura, encosto, preguiça, falta do que fazer, falta de força de vontade”, entre outros clichês do gênero, tudo isto causado pela mais profunda IGNORÂNCIA, ficam rotulando o doente. Ninguém adoece porque quer. Adoecer é uma possibilidade pelo simples fato de estar num corpo físico e todos podemos adoecer do corpo, da mente e do espírito.

    Há um excelente site que trata do tema, cuja proprietária, a atriz, roteirista e diretora de cinema, Ana Maria Saad, o http://www.pensamentosfilmados.com.br,  disponibiliza gratuitamente informações de qualidade sobre praticamente todos os transtornos do humor e alternativas de tratamento, desde a Medicina alopata até a moderna Medicina Integrativa.

    O preconceito só tem uma função: ele serve para desagregar as pessoas, a despertar e ativar o lado sombrio do ser humano e isso serve às forças negativas que estão no poder (a mídia em geral, as religiões, o Estado). Buscam através dele, DIVIDIR o ser humano, segregá-lo, colocar nele a ilusão que deve seguir um determinado padrão de pensamento, conduta , a fim de ser um boneco manipulável.

    A tolerância, o não julgamento me parecem ser virtudes necessárias de desenvolvermos, de exercermos, pois o mundo em que vivemos já se encontra muito dividido.

    As pessoas que têm uma doença mental ou qualquer outro tipo de doença não precisam da pena, do ódio, do medo e muito menos do preconceito de ninguém. Infelizmente, segundo dados da O.M.S. (Organização Mundial de Saúde), brevemente estaremos vivenciando uma epidemia de depressão. A doença é altamente democrática, atingindo pessoas de todas as classes sociais, raças e escolaridade.

    Eu, por exemplo, neste momento apresento um quadro de depressão. Sinto-me muito bem e , apesar de conviver com esta doença, ela é apenas a expressão de uma parte de mim. Todo ser humano, até  os ditos “saudáveis” têm uma parte  doentia e outra saudável. A depressão está longe de ser aquilo que me define, pois o que me define é aquilo em que eu coloco meu foco. E eu sou Mestre de Reiki, massoterapeuta, professor de automassagem chinesa, bacharel em Direito, cantor, compositor, arranho um violão, cidadão consciente, um ser humano com defeitos e virtudes, como qualquer outro.

    O conceito de saúde e de doença são extremante relativos vistos a partir do paradigma holístico,  e até por algumas correntes da Psicologia. O que é ser saudável? É não ter nenhum tipo de doença, quer seja física ou emocional? O que é ser doente? É não ter nenhum sintoma físico, psíquico, é pensar igual a todo mundo? Todo mundo é ou tem de pensar igual? Não seremos nós seres únicos e que precisamos honrar e abraçar essa individualidade a fim de sermos felizes e realizar nossas metas?

    Será que não há também doenças da alma, como o egoísmo, a mesquinhez, a hipocrisia, o orgulho, o preconceito (olhe ele aqui de novo, lembram?) a falta de opinião crítica, a falta de amor? Eu acho que sim. Sendo assim, todos, independentemente de terem sido diagnosticados ou apresentarem qualquer distúrbio psíquico, não têm um lado doente e outro saudável?

    A depressão não é aquilo que me define, assim como meus medos, ou minha coragem, a minha visão ou a falta dela, afinal há tanto a aprender ainda…

    A pessoa é que se define. Somos seres em eterna definição. Se focarmos no nosso lado doentio, só vamos ver e manifestar doença. Se focarmos no nosso lado saudável iremos ver e manifestar saúde, Luz. E todas as práticas terapêuticas visam resgatar esse lado saudável, entrar em conexão com ele, como as Terapias Integrativas e a Medicina Integrativa que vêem o ser humano não como um conjunto de sintomas que precisam ser suprimidos, porque “o sofrimento não é bom, nem mau, ele é funcional”(Luiz Gasparetto).

    A doença pode ser uma oportunidade, um chamado para que a pessoa pare. E, através das terapias, procurar se conhecer, fazer um mergulho interior, adquirindo assim o maior bem desta vida:o autoconhecimento. Mas, para isso , é preciso  querer, procurar e investir. Ninguém pode ajudar alguém que não quer ser ajudado. Se a pessoa buscar bons profissionais e se dedicar aos tratamentos é possível ser feliz e produtivo mesmo tendo depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar e demais doenças.

    Porque ser feliz é uma escolha. E nós sempre temos escolhas. O poder de mudar está dentro de nós. A dor não é o “mal”, o sintoma não é o “inimigo”. Eles são sinais indicativos que algo não está bem dentro de nós. E existem saídas.

    Espero que as pessoas que leram esse texto que sofrem de alguma doença ou transtorno psíquico sintam-se estimuladas a não se rotularem e a não se deixarem intimidar por quem quer que seja ou pelo sofrimento. Acreditem: há saídas. Mas não há um remédio único para todos os doentes. Por isso defendo o enfoque da Medicina Integrativa, que usa uma abordagem multidisciplinar e que respeita a essência do paciente. A Medicina Alopata também pode dar bons resultados, cada organismo é único. Cada pessoa tem que contruir seu caminho de tratamento. Procurem se informar dos muitos caminhos e abordagens que existem, mas o fundamental é não desistir de si mesmo.

    Espero que os leitores que não apresentam nenhum distúrbio mental, mas que conhecem alguém, convivem com um familiar, amigo que tenha, façam uma reflexão sobre as palavras escritas. Façam o seguinte exercício: “Poderia ser eu a passar por tal situação. Como eu gostaria de ser tratado se passasse por isto?”. Fazer este exercício desenvolve em nós a empatia, a tolerância. Trate o outro como gostaria de ser tratado, pois o que você dá volta às suas mãos. O mundo já se encontra muito dividido. Vamos passar a somar. Vamos começar a vencer os nossos próprios preconceitos. Abraços.

                                         Sérgio Pinheiro Paffer.

 

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A Luz e a Sombra dentro de mim.

Tai Chi - símbolo que representa a dualidade Yin e Yang no Homem e no Universo.

   Diz um ditado: “o sertanejo é antes de tudo um forte” e eu digo: “o depressivo é antes de tudo um forte” e também digo: “todos nós somos fortes e fracos pois somos feitos de força e fraqueza, luz e sombras”.         

    Há muito maniqueísmo nessas idéias de forte e fraco. Uma pessoa é “fraca” por ter adoecido? Então o conceito de força tem que ser revistoPorque quantos exemplos de superação não vemos diariamente de indivíduos que ficaram paralíticos, cegos, surdos ou sofreram outros tipos de perdas como um fim de um casamento, namoro, uma demissão e deram a volta por cima?                     

    Se eu não puder tocar um instrumento musical, eu vou cantar. Se eu não puder cantar, eu vou escutar. Se eu não puder mais escutar eu vou lembrar das músicas que já ouvi e aprender a escutar o silêncio que deve também ter sua música.                                                              

     Não são as nossas limitações o que nos define, quer sejam de natureza física, mental, emocional ou espiritual. As perdas fazem parte da vida e “as perdas nunca são totais”. Todos teremos nossas quedas e poderemos ficar no chão em algumas delas. Mas permanecer no chão ou tentar se levantar é uma escolha  nossa.                                                        

      Só pode achar algo quem procura. Inclusive a melhora. É preciso ter humildade, reconhecer que não se está bem e pedir ajuda e tentar aquilo que serve pra você, dando-se o tempo necessário para que os remédios, terapias, tratamentos façam efeito.                                    Quando estamos sofrendo  queremos resultados imediatos. Mas isso não existe. O processo de nossa busca pela cura ou alívio dos sintomas e de resgatar nossas vidas é lento, envolve trabalho, disposição de buscar ajuda e querer ser ajudado. Não existe pílula milagrosa. Vamos em frente. A melhora que tive do processo depressivo foi fruto de muita dedicação minha e dos profissionais que me acompanharam. 

    Mas   permaneço em eterna vigilância, porque sei que há uma sombra a querer ofuscar minha luz. Mas não luto mais com a sombra. Ela até me serve, porque agora sei que o excesso de luz nos cega, nos ofusca, e tudo tem uma função no Universo.

                                          Abraços.

                              Sérgio  Pinheiro Paffer.

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Superação

                                         

            O site pensamentos filmados publicou um post em que uma talentosa cantora da nova geração, Paula Fernandes, que têm tido o seu excelente trabalho reconhecido, fala numa entrevista em um programa de TV que teve um episódio de depressão. Fala do sofrimento que isso lhe trouxe e dos ganhos, no sentido que, através dos tratamentos a que se submeteu, chegou a um conhecimento maior de si mesma e saiu desse drama como uma mulher mais madura e mais forte. Vejam por si mesmos a entrevista. E desejo a todos uma excelente leitura e reflexão.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=hWAONI9SXpA

   Quero mais uma vez parabenizar o pensamentos filmados por dar esta oportunidade de compartilhar com todos este importante depoimento de uma cantora muito talentosa que manifestou e superou um quadro de depressão. O fato dela estar na mídia e ter esta postura de simplicidade e extrema generosidade, expondo ao público o sofrimento pelo qual passou e o quanto este mesmo sofrimento lhe trouxe ganhos interiores, auto-conhecimento é de vital importância. Pois traz informação e ajuda a combater o preconceito e os estigmas atribuídos às pessoas portadoras de depressão e quaisquer outras patologias da mente.

   Vemos com isso vários aspectos que precisam ser considerados. Entre eles, citaria a necessidade urgente de mudança na política de saúde mental adotada no  nosso país. Precisa-se fazer uma campanha de esclarecimento maciça ,de qualidade, com profissionais competentes, junto à população para disseminar o conhecimento sobre as doenças mentais, formas de prevenção, oferecer tratamentos de qualidade para a população e capacitação dos profissionais da área de saúde em geral.

    O site pensamentos filmados já está nesta empreitada e junto-me a ele para formarmos uma rede de cooperação e exigirmos do Governo, do Ministério da Saúde algo que é  direito de todos: informação de qualidade, assistência psicológica e psiquiátrica gratuita de QUALIDADE para toda população. É favor do Estado? Não, não é favor .É DEVER. Pois todos pagamos impostos, elegemos essas pessoas para nos representar e é nosso DIREITO TER A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE QUALIDADE NA ÁREA DE SAÚDE.

   Há problemas, falta de verbas, falta de profissionais qualificados? Em parte sim. Mas verbas não faltam, não preciso mencionar o alto grau de corrupção reinante na administração pública, não estou falando e nem me interesso por política, pois na Administração Pública  o que impera é a corrupção, mau-caratismo e abandono total da população, principalmente a mais carente.

   Há soluções, caminhos de mudar esta situação? Com certeza!  A depressão é um dos maiores motivos de afastamento do trabalho e segundo dados da O.M.S.(Organização Mundial de Saúde) haverá uma EPIDEMIA DE DEPRESSÃO. E aí? Como ficará a sociedade, diante de tal quadro? A população ficará sem assistência? A solução é dopar as pessoas? (nem todos respondem à alopatia, eu não respondi no quadro de depressão que tenho apresentado). Há outras abordagens e elas podem desafogar o contingente enorme de pessoas sem atendimento DIGNO,HUMANIZADO.

   E os profissionais da área de saúde como um todo têm de ser valorizados ,terem suas jornadas de trabalho reduzidas, pois se não tiverem tempo para se cuidar ELES SERÃO OS PRIMEIROS A FICAR DOENTES, conforme estatística apresentada no post aqui publicado que revela que 50 % dos médicos sofrem de depressão.

   Há uma situação de caos? Há. Mas do mesmo caos, se pessoas se UNIREM EM PENSAMENTO E ATITUDES a ordem pode se manifestarE tal, como Paula Fernandes, qualquer um de nós poderá trilhar o seu caminho de tratamento ,um caminho de uma vida resgatada. Ninguém está condenado a viver uma vida de sofrimentos. Depressão não é : frescura, falta do que fazer, encosto, falta de fé em Deus, falta de força de vontade e outras “pérolas” que o preconceito e ignorância ajudam a propagar. Qualquer pessoa está sujeita a ter um episódio de depressão. Ou qualquer outra doença. Porque o simples fato de estar num corpo físico traz esta possibilidade. Mas existe tratamento.

   E foi a força de vontade, o investimento naquilo que a conectava com o seu lado Luz, saudável ,que é o cantar que resgatou Paula Fernandes. Sem contar que ela se dispôs a se tratar, teve a humildade de aceitar e procurar ajuda. Muitas pessoas por puro preconceito, não procuram um psiquiatra, por receio “do que os outros vão pensar”, “porque psiquiatra é médico de doido, assim como psicólogo” em pleno século 21?!!!. Isso é um pensamento absurdo, preconceituoso. Pré(antes) conceito(conhecimento) é uma desordem, uma manifestação da ignorância, da FALTA DE CONHECIMENTO.

   Conheço muitas pessoas que adoram zombar de pessoas com patologias mentais, e até abrem a boca pra dizer com desdém “fulano tadinho toma remédio tarja preta”. Eu e os meus irmãos que têm uma doença mental não precisamos da piedade, do coitadismo e muito menos do preconceito de ninguém. Porque  A DEPRESSÃO ESTÁ MUITO LONGE DE SER AQUILO QUE ME DEFINE. É preciso coragem e determinação para se tratar, fazer terapia, tomar remédios ,enfrentar os altos e baixos  que as doenças mentais causam em quem as tem. E há pessoas que dizem que as pessoas com distúrbios psiquiátricos são fracas, não tem força de vontade?

   Que a força e a ternura dessa linda voz de Paula Fernandes mostre a todos que vale a pena lutar pelos seus sonhos e que nós somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade. Doenças, problemas, fazem parte da vida. Mas se focarmos na solução, no nosso lado saudável (que todos têm) podemos dar a volta por cima. Só pode achar quem procura. Procure por sua Luz interna. Ela há de te iluminar. E nunca desista de você. Abraços.

                                           Sérgio  Pinheiro   Paffer.

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A Medicina doente

pessoa deprimida

      O site pensamentosfilmados.com.br do qual me considero parceiro, publicou um post sobre depressão entre os médicos a partir de uma reportagem feita pelo Jornal da Record em que uma pesquisa revela que 50% da classe médica apresenta um quadro de depressão, uma parcela é usuária de drogas e os profissionais são relutantes em recorrer a um atendimento médico para se tratar.

    Daí me veio a vontade de tecer comentários sobre este post, muito bem feito pela minha amiga e companheira de causa, Ana Maria Saad, que através do excelente site http://www.pensamentosfilmados.com.br procura fazer um trabalho de esclarecimento junto à população não só sobre depressão, mas sobre as doenças mentais em geral, e temas da maior importância para o desenvolvimento humano.

     Divido com vocês minha visão diante deste problema tão grave que é o caos na saúde, as condições de trabalho dos médicos e profissionais de saúde e este modelo de Medicina, que está sendo norteado por interesses comerciais em detrimento do seu maior objetivo: proporcionar tratamento digno, humanizado e eficaz para a população.

Link da reportagem:

http://noticias.r7.com/saude/noticias/um-a-cada-dois-medicos-sofre-de-depressao-diz-pesquisa-20110628.html

                                              A Medicina doente.

     É preciso rever esse conceito de que a medicina praticada oficialmente tem todas as respostas. É preciso rever esse fardo que os pacientes colocam nos médicos e nas drogas para que sejam curados. É preciso rever as pessoas que colocamos no poder pra nos representar, pois são elas que desviam os impostos que deveriam ser usados na saúde pública para uso privado. É preciso questionar esse modelo de medicina atual, a carga de trabalho absurda à qual os médicos e profissionais de saúde são submetidos para sobreviverem. É preciso a gente se rever. Há alternativas baratas, eficazes que podem prevenir e tratar as doenças, de forma não química, sem efeitos adversos e o melhor: funcionam.

   A quem interessa este caos? O que toda esta situação sugere? SEPARAÇÃO, PRECONCEITO, DESORGANIZAÇÃO, DESRESPEITO. A quem serve? Às forças negativas que estão no poder, que querem tirar do ser humano sua dignidade, dilacerar sua alma e mantê-lo cativo de uma visão de vida que o leva a destruir seu corpo, a mantê-lo anestesiado, alienado de si mesmo e de suas potencialidades interiores ,que são enormes. MÉDICO NÃO É DEUS. Deus está dentro de cada um de nós para quem acredita, com todo respeito para com os ateus, pois respeito todas as formas de expressão e idéias, procuro viver na tolerância. Quando o profissional responsável para tratar os doentes adoece devido ao seu desempenho profissional algo está muito errado. A Medicina vigente está sendo predadora de si mesma. O médico é um ser humano. Apenas está habilitado por um curso superior e um cargo de alta responsabilidade e com uma nobre e importante tarefa cujo alcance tem alto impacto social: tratar as doenças e procurar diminuir o sofrimento das pessoas.  Mas os próprios médicos não conseguem manter a PRÓPRIA SAÚDE. Estamos todos doentes quando delegamos a outros o poder de escolha e decisão, sendo seres passivos a mercê de uma medicina presa a uma visão restrita e limitada do ser humano, que o vê fragmentado, quando o ser humano é um todo integrado (corpo, mente, espírito ou energia). Visão que vem sendo resgatada com sucesso e efetividade pela Medicina Integrativa e pelas Terapias Integrativas ou Holísticas que procuram atuar nas CAUSAS das patologias e abordam o ser humano com RESPEITO À SUA INDIVIDUALIDADE, DIGNIDADE E ESCOLHA.

   Ao contrário do que se pensa, não acho que tenha um número insuficiente de médicos. O que há é um modelo de medicina que está doente, adoecendo inclusive os próprios profissionais. Viu-se na reportagem que há uma índice considerável de médicos usuários de drogas ilícitas, 50% apresenta depressão e um nível absurdo de estresse. Como se pode trabalhar direito tendo uma multidão pra atender, longas jornadas de trabalho, baixa remuneração e possibilidade real de sofrer agressões físicas? Se houvesse uma política de abordagem de Medicina preventiva, o número de pacientes  em espera nos hospitais e postos de saúde diminuiria drasticamente. Há práticas baratas, eficazes e comprovadas no tratamento e prevenção de diversas patologias, sendo algumas delas já adotadas em unidades de saúde como na Unidade de Cuidados Integrais de Saúde Guilherme Abath em Recife/PE, onde qualquer cidadão tem acesso gratuito a práticas integrativas como automassagem, yoga, tai chi chuan, atendimento com terapia bioenergética, homeopatia, etc. NÃO PODEMOS COLOCAR NOS OMBROS DOS MÉDICOS A RESPONSABILIDADE PELA NOSSA SAÚDE. É UM FARDO MUITO PESADO PARA CARREGAR E UMA MENTALIDADE QUE NOS MANTÉM DOENTES.  A saúde é um conceito muito amplo como: se cuidar ,adotar hábitos saudáveis de vida, exercitar o corpo e a mente, e muito disso se faz de graça, mas não tem a divulgação devida pois há interesses comerciais na frente da preocupação com o bem estar da população. É muito mais fácil controlar pessoas doentes, alienadas da sua essência, no lugar de pobres coitadas, dependentes das “pílulas” para vários fins e que, nem sempre resolvem, às vezes até geram mais problemas. Isto tudo é só a ponta do iceberg. Eu consegui sair da matrix, mas não querem que você saia, mas eu digo: EU ACREDITO EM VOCÊ!. Eu acredito que a abordagem da Medicina Integrativa pode resolver esse caos na saúde e nós enquanto cidadãos, enquanto seres humanos não podemos fingir que não é problema nosso, pois é sim. Qualquer um pode adoecer, inclusive e até principalmente a classe médica. Pois não sabem cuidar da própria saúde. Acredito que a abordagem, principalmente da Medicina Tradicional Chinesa tem muito a ajudar os médicos, seja através da automassagem, acupuntura, tai chi, qi gong, pois são meios baratos e efetivos pra prevenir e tratar doenças cuja eficácia já é comprovada há MILÊNIOS. Imagine unir a tecnologia da medicina ocidental, cujos ganhos são incontestáveis, com drogas que transformaram doenças que antes seriam atestados de óbitos em doenças crônicas, como a AIDS, por ex, com a medicina oriental cuja atuação preventiva é altamente efetiva? O problema tem vários nós porque há muitos interesses envolvidos, e se requer coragem e determinação para enfrentá-los, mas com boa vontade E VONTADE CONCRETA DE BENEFICIAR A POPULAÇÃO EM PRIMEIRO LUGAR, SEM SE PREOCUPAR COM A INDÚSTRIA DA “SAÚDE” é possível mudar esta situação. Tudo é possível quando a gente quer. Nós criamos a doença social. Vamos criar a cura social. Depende de todos nós. Abraços de luz.

                                                             Sérgio Pinheiro Paffer.

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