A música nas sessões de práticas integrativas

música

 

  Entre os fenômenos naturais que mais me sensibilizam, o som é o que poderia destacar. Além de trabalhar com terapias integrativas, eu também sou cantor amador, compositor, arranho um violão. Já estudei um pouco de música e sou apaixonado pela mesma.

  Cantar é para mim minha conexão direta com Deus, principalmente quando a letra toca a minha alma, emociona-me. Ouvir música é para mim também uma fonte de grande prazer. Gosto musical, assim como religião, time de futebol, cor favorita, política, pertence à esfera do subjetivo. Assim sendo, toda e qualquer discussão neste sentido, é pura perda de tempo e energia.

  Cabe a todos, para que possamos viver bem, respeitar o gosto e opinião alheios, fazendo-nos também por onde sermos respeitados. Mais uma vez, a tolerância é uma virtude urgente a ser cultivada por todos.

  Eu mesmo tenho um gosto musical muito eclético. Gosto desde  música erudita ao rock, pop, música caipira e sou um apaixonado pela mpb. O que importa para mim é o que me toca o coração, sem rótulos. Mas, no contexto da prática das terapias integrativas, diria que a música cumpre um papel de destaque.

  Não é qualquer tipo de música que se adequa ao contexto de uma aplicação de Reiki ou massoterapia. O ideal é que a música tenha uma unidade no seu desenvolvimento, (que não mude repentinamente) que seja relaxante. Este fato por si só irá proporcionar uma esfera de paz tanto para o profissional como para o cliente. A escolha do repertório irá depender muito do gosto musical e sensibilidade do praticante. Também é interessante que este pergunte ao seu cliente se o mesmo deseja que a música esteja presente ou não, em virtude de algumas pessoas preferirem o silêncio. O que não prejudicará em nada ao andamento da sessão.

  Para isso, hoje em dia, contamos no mercado com produções próprias para as aplicações de práticas integrativas, que são bastante interessantes no quesito ambiência, e de complementar a atmosfera das sessões. Estas músicas trazem elementos da natureza, como o som das ondas, das matas e da natureza em geral, envolvidas em belas melodias que convidam ao relaxamento e à entrega.

  O poder da música já é conhecido pela ciência. E foram feitas experiências onde plantas foram expostas a dois tipos de estilos musicais diferentes com diferentes respostas. O grupo de plantas que foi colocado num ambiente onde se tocou música erudita desenvolveu-se bem e ACIMA da média. Já o grupo de plantas que foi exposto à música Heavy Metal rapidamente murchou e morreu. E isto são fatos.

  Mas o uso ou não da música ambiente não irá determinar o resultado da sessão. O fator mais importante é o trabalho, preparo e desempenho do profissional a realizar a sessão, assim como a disposição interior do cliente de querer a sua melhora junto com uma série de outros fatores que futuramente abordaremos em outros posts.

  Pela minha experiência posso salientar que a música traz elementos muito positivos a qualquer trabalho nas práticas integrativas.  Estas músicas terapêuticas reúnem elementos que ajudam a fazer a conexão com as energias salutares do Universo. Elas  ajudam o cliente a “entrar no clima”, a se abrir mais, a se permitir que o trabalho ali desempenhado tenha uma atuação ainda mais profunda, conectando o cliente com sua essência que como a de todos é ligada ao Universo. E neste momento, mesmo que isto não seja tão perceptível, o Universo vem até ao cliente justamente pela prática que está sendo ali desenvolvida e pelos elementos trazidos pela música.

   A  música atua como um elemento facilitador para o profissional de terapia integrativa e para o cliente, facilitando aos mesmos uma entrega maior ao trabalho desenvolvido. Á medida que traz relaxamento para ambos, gera concentração mais acentuada para o terapeuta e uma harmonização de todo o ambiente onde aquele trabalho terapêutico é desenvolvido.

                                                            Abraços de luz.

                                                 Sérgio Pinheiro Paffer.

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