O cliente.

cliente

  O nome dado ao indivíduo que irá receber um atendimento na área de Terapias Integrativas/Complementares/holísticas é cliente. Em algumas publicações encontramos a expressão receptor, que como diz o nome é aquele que recebe.

  A sua vinda ao terapeuta, nome dado ao condutor do técnica terapêutica a ser utilizada, pode ter vários motivos. Desde a simples curiosidade, o estresse tão comum nos dias de hoje e por uma própria indicação para aliviar/ tratar uma determinada patologia que se apresente naquele momento.

  Sabendo que cada caso é um caso, há fatores que devem ser levados em consideração pelo terapeuta profissional. Quem nos procura, geralmente, o vem, no caso das Terapias Integrativas, quando já tentou ou passou por inúmeros procedimentos na área de saúde convencional, nem sempre com bom resultado.

  Cabe ao profissional consciente saber os limites e possibilidades da atuação da técnica a ser empregada em face do quadro patológico apresentado pelo cliente. É obrigação do profissional de Terapia Integrativa estar a par do diagnóstico feito por um médico ou qualquer outro profissional de saúde devidamente qualificado que acompanha seu cliente a fim de elaborar um plano de ação que irá ajudar o mesmo. Pois, por exemplo, no ramo das massoterapias há contra-indicações e há determinadas patologias que impedem a abordagem da massoterapia. Sem o prévio conhecimento do que o cliente tem, como este profissional poderá realizar o atendimento? Inclusive é necessário a ciência e a prévia autorização do médico que acompanha o cliente, em determinados casos mais complexos.

  Muitos médicos hoje em dia, já recomendam a massoterapia e  outras Terapias Integrativas aos seus pacientes, tendo em vista, a divulgação cada vez maior das pesquisas que confirmam e comprovam o efeito positivo na melhoria da saúde daqueles que procuram essas terapias.

  Quem procura um Terapeuta Integrativo está geralmente fragilizado. Cabe a nós, os profissionais, entender esta situação e procurar ter a atitude de canal quer seja da energia Reiki, quer seja como massoterapeuta. Pois  pela aplicação da energia Reiki ou das técnicas de massoterapia, seremos canais,  veículos através dos quais os bloqueios energéticos do cliente serão trabalhados no sentido de ativar o seu potencial inato de auto-cura. Isso também nos ajudará a nos conectar com nossa centelha divina, elevar nossa vibração e repassará para o cliente um sentimento de confiança e solidariedade.

  Para mim, quando vou atender , a postura que adoto é a de que sou apenas um canal pelo qual as energias de cura vão fluir para o que for para o bem melhor do receptor. Naquele momento eu me coloco inteiro lá e invoco os Mestres com que me conecto, Deus e o Universo. Peço que naquele momento minhas deficiências sejam corrigidas por eles e que seja possível através do meu trabalho beneficiar esse irmão/irmã no que for para seu bem maior. Peço que naquele momento minhas mãos sejam as mãos de Deus e conservo esta intenção durante todo o atendimento.

  É muito importante a informação, a formação do profissional , mas sobretudo é essencial, para mim, o amor, a vontade de ajudar, de falar se for perguntado ou de exercer uma escuta solidária.
Até porque não tenho formação em  psicoterapia para fazer aconselhamento, mas tenho humanidade. E uma das coisas que mais tenho aprendido com os meus clientes é a não julgar, e sempre pensar diante de qualquer um que chegue até mim: “poderia ser eu a estar nesta situação. E se fosse, como eu gostaria de ser tratado?”. Conservando esse espírito de serviço, de respeito e amor incondicional faço o que me cabe e entrego ao Universo os resultados.

  Já estive do outro lado.  Sei o que é precisar de ajuda, e todos nós sempre precisaremos de ajuda um dia, seja em que nível for. Então procuro esclarecer ao cliente todos os procedimentos que irei fazer, numa linguagem acessível, dentro de meus inúmeros limites, mas conscientizando o mesmo que a mudança principal vem a partir dele. Mas também temos que respeitar o tempo de cada um. E muitas vezes palavras não são necessárias ou possíveis, então aí o diálogo é o do toque. Procuro conservar o pensamento de que todo receptor é uma semente do potencial divino que no momento certo, no seu ritmo, há de ter o seu despertar e irá libertar-se de suas condições limitantes e desabrochar todo o seu potencial.

Sérgio Paffer.

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